quinta-feira, 22 de julho de 2010
Música: Sol Gabbeta.
Sol Gabbeta é uma violoncellista argentina, com um toque encantador na música. Estive em outro blog, falava algumas coisas de artes e música, e então me interessei por esse vídeo. Nele, ela toca Dolcissimo & Fortissimo do “The Book” de Peteris Vasks. O lugar também é muito bonito, parece uma espécie de museu, ou algo parecido. Um dia eu alcanço essa mulher. E a Jaqueline Du Pré também! :p
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Grãos de sonhos
Reconheço esse teu olhar... e também o que havia em volta. Muita escuridão, e muita clareza. Mas o que realmente havia em volta?
Acordei de um sonho bom... que eu queria gravar. Pra poder mostrar pra alguém, pra quem eu pudesse apontar...
Quem mandou esse anjo, com quem sonhei?
Diz pra mim?
De onde vem esse anjo? Tão angelical... É por isso que eu sonhei.
Eu quero essa resposta.
Quero reprisar o sonho bom. (os sonhos bons)
confusão de uma mente quase perdida...
A vida me diz sim, pela primeira vez.
e muito menos quero.
Ela me aceitou; me ofereceu um
abrigo; onde muitas vezes a felicidade vai
me visitar para fazer uso do mesmo
fogo;
A felicidade me quer e eu a amo;
Como pode existir união maior?
Agora tenho uma caverna, mas que
talvez nem esse nome receberia pela sua
relação com obscuridade, trevas ou soli
dão. Digo caverna por não ser acessí
vel a todos, [...]
pois "ser feliz não é tão
comum". Uma caverna, onde sou "livre", pos
so fazer o que quiser - sabendo porque vou
fazer isso -, inclusive amar. Nela po
derei amar e ser amada intensamente.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Tarefa de casa: ler o passado.
Fiquei meio chocada com certas coisas que escrevi. Eu não sabia que tinha escrito coisas tão fortes... coisas censuradas, venenosas, viciosas, pecadoras. Tinha de tudo. Eu não sabia o quanto eu tinha hormônios no meu corpo... Hoje estou numa época muito sussa. Coisas muito fortes vivi... nossa eu realmente era muito sensível e me odiava. Ou melhor dizendo, odiava tudo, e amava tudo... como o materialismo histórico. Eu era muito pequenina, e sentia muita coisa... nem consigo acreditar. Parece que minha pele se tornou mais dura e seca, apesar que hoje eu choro por qualquer banana. Adoro bananas =). Vendo malhação eu choro, ai que lindo. Mas voltando... muitos textos escrevi que se eu postasse aqui muita gente me odiaria, pensaria que eu fosse maluca, doida ou até pervertida. Bom, na época eu era, ou seilá, sempre fui. Mas é daquele jeito karoldiana. Não é em excesso; eu gostava muito do verde, da terra, dos quartos, dos lençóis, do céu e da lua, e relacionava tudo isso com uma metáfora sexual. Eu não sei o que eu tinha na mente, mas uma coisa é certa: escrever isso me trazia satisfação pessoal ou sexual. Eu não queria agir de tal forma; apenas sentir escrevendo o que meus versos aspiravam. Eu não era uma pessoa besterenta, e nem ficava desejando essas coisas. O que eu queria era poder escrever e sentir o que eu escrevia... mesmo que fossem textos de censura. Afinal, no meu caderninho de confissões ninguém, ou melhor dizendo, quase ninguém sabia o que estava escrito. Já leram um texto meu que falava sobre Prostituta, eu mesma me qualificando e falando das coisas que eu desejava. Era um texto altamente reflexivo, porém falava de coisas que ninguém teria coragem de falar. E eu axo que me expressei muito bem em relação ao que eu queria dizer... Quem sabe um dia eu não posto aqui, mesmo sabendo que levaria uns tapas depois. Ah, tem outro texto que me descreve quando eu vivia em Guarapuava. Cara, é tão bom lembrar de quem eu era, apesar de eu ser uma menina ingênua (ainda sou) e que só fazia os outros sofrerem. Foi tão bom lembrar de minhas antigas escrituras; consegui me sentir mais esperta e vivida. Mais madura, mais forte, mais inteligente, talvez. Porém, naquela época eu era mais pensativa. Mais solitária. Sofria mais, mas não pela solidão, mas por causa de meus próprios pensamentos, que me atormentavam e me faziam muito fechada e sofredora. É difícil explicar. Sou alguém mais aberta, hoje. Consigo ser mais livre ao falar com as pessoas... Sem minha história, sem tudo isso que eu passei - que na maioria foram coisas ruins - eu não seria quem sou hoje. Gosto de ser quem sou. Porém, eu gosto também de quem eu seria caso eu ainda morasse em Guarapuava. Eu sei quem eu seria. Mas eu não tocaria violoncello, nem namoraria aos 13 anos, e nem beijaria pela primeira vez aos 12; eu perderia a virgindade aos 18 e me formaria, faria matemática ou fonoaudiologia, seria uma boa goleira de futsal e com certeza viveria coisas muito parecidas com o que vivi na vida amorosa.
Quando começar o frio dentro de nós...
Tudo em volta parece tão quieto....
Tudo em volta não parece perto.
Toda volta parece o mais certo
Certo é estar perto sem estar...
Perto de você, sou tão perto de você, sou tão perto de você...
Quando o tempo não passar, dentro de nós...
Cada hora é como uma semana...
Cada novo alô é mais bacana...
Cada carta que eu nunca recebo...
É sempre um motivo pra lembrar
Sou tão perto de você (3x)
Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe...
Quando alguém se machuca, dentro de nós
Toda culpa parece resposta
Nossa busca não parece nossa
Nosso dia já não tem mais festa
Não tem pressa nem onde chegar
Sou tão perto de você
Quando a paz se anunciar, dentro de nós
É porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado pra moeda
Que não paga as coisas do meu peito
O preço é me fazer acreditar
Sou tão perto de você
Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe
Quando a música acabar, dentro de nós...terça-feira, 29 de junho de 2010
Antes do fim...
Um pouco de música na minha vida, e em todas em que se considere 'vida'...
Talvez a letra dessa música não tenha sentido algum hoje, mas sinto que algum dia ela poderá ter
Por enquanto não tenho nenhuma interpretação definitiva certa dessa música, mas ela é linda... e esse clip é muito bom.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Meu próprio inimigo: eu mesma.
Ah, e esse texto foi escrito em Apucarana, lá por novembro/2009, no dia em que Murta pôs-se a morrer "por causa de um garoto idiota". pg desconhecida. Ah, e também esse poema foi inspirado um pouco numa música do Dance of Days que agora não me recordo o nome. Valeu!
Eu, Inimigo de Mim Mesmo
Cresça.
Insiste em ficar parado...
Oh.
Eu, Inimigo de Mim Mesmo
Salva-me deste corpo que te faz
de abrigo
Eu, Inimigo de mim mesmo
ou devorador de pecados...
Salva-me do ser pelo qual
repartimos
Como há de me ajudar,
se és meu Inimigo?
Mas há de me ajudar
Porque vivemos juntos na mesma alma
E nem mesmo a falta de
Contribuição quanto a nós dois
não irá deter a sua sina...
Ajude-me pois assim
você também viverá.
Esse poema é aberto a todas as interpretações possíveis. Mas, para ser mais específica, eu quis dizer nele sobre um ser que está dentro de mim, como se fosse um "eu" secundário. É um outro ser que age, mas do lado oposto: o lado que me quer mal (por isso chamo "inimigo"). Ele é a parte de meu ser que traz dor e angústia. Se ele me ajudar a sair da situação de puro sofrimento, ele provavelmente morrerá. Mas se não ajudar, também morrerá (sina). Ele é meu inimigo, mas quer ficar junto a mim. Trazer-me dor é a sua sobrevivência maior do que não trazer-me. A sua sina é morrer; mas antes, é ficar junto do seu eu principal, que sou Eu. Escrevi isso quando eu estava numa situação horrível; me sentia repartida em duas e não sabia qual é que atuava na realidade. Aí senti-me como que escrevendo o que a minha alma (a parte que me quer bem) se sentia.
Beleza, por hoje é só.
=)