"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carne crua num prato branco.

Eu me encontrara num grupo de jovens que estavam afim de zoar por aí. Se não me engano, estávamos em 3 garotos e 3 garotas. 2 eram um casal, enquanto eu e o outro cara não éramos nada; male-mal conversávamos, mas dava pra sacar que ele era legal. Ele tinha um jeito meio nerd, seilá, era meio esquisito, mas ao mesmo tempo, era atraente. Porém, eu gostava de um outro garoto. Garoto mais ativo, mais bagunceiro, tinha um jeito meio normal e ao mesmo tempo não. Não sei se ele gostava de mim ou não, mas eu queria algo muito mais do que ele. O desejava de maneira corpórea, branquíssima, sem alma e ávida. Desejo insáciavel. Mesmo que tivesse tudo com ele, sua carcaça restaria, mas mesmo assim eu o quereria.
Eu, bem a verdade, não sei muito bem porque andava com aquele grupo de garotos e garotas. Sentia apenas que meu desejo, de certa forma, correspondia com o deles. Adolescente, eu não era tão ingênua assim. Resolveram sair, assim meio do nada, em busca de um motel. Ora, um motel? Nunca entrei em um, e nem sei se já pensara em entrar. Porra, que jeito eu ía, se ao menos não tinha um 'parceiro'? A questão era esquisita, porque, afinal de contas, eu era virgem. Com quem eu perderia a virgindade, apenas para acompanhar o resto? Ou até de meu próprio gosto... Os casaizinhos 16 pareciam ser velhos de estrada no sexo, então proporam ir ao motel sem pensar muito, pois já não deveria ser a primeira vez. Pra mim, foi um susto. Mas aceitei a proposta. Eu pensava em sexo, mas não sabia como fazê-lo. Desejava-o como uma carne crua num prato branco. Queria-o sem muita enrolação, sem muita cerimônia, pois a verdade é que eu queria descobrir melhor o mundo. Bem, se eu fosse ir para o motel, eu queria ir com o menino que eu gosto. Embora o nerdzinho talvez fosse bom. Uma espécie de corpo que me atiçava, me chamava, de modo mais calmo e não tão louco. O nerd era meio baixo, posição ossal atrativa, corpo médio. Decidimos ir, e eu esperava encontrar o tal meio-a-meio para poder convidá-lo, se é que ele queria. Bom, urubu não nega carne podre.
Andando em meio à rua, acho que estávamos indo em direção ao motel. Seilá, os dois casais poderiam entrar no quarto, e eu e o nerd nos decidiríamos por ali. Ele tinha uma certa afeição por mim, afeição até demais, embora fosse ocultada. Porém, percebi tal ocultação. Talvez pudesse rolar alguma coisa; mas depois, não sei. Ele era um pouco tímido às vezes; tinha receio de perguntar certas coisas mais íntimas, sempre estava perto, não falava muito. Mas só de seu corpo próximo ao meu eu sentia o quanto ele me queria;e eu, talvez, de maneira mais moderada.
Caminhando rumo ao pecado... meu encanto cor-de-leite surge em meio à penumbra, dizendo que sua mãe tinha feito umas coisinhas (doces, por sinal) e chamou a gente pra comer. Não sei se ele fez isso por querer ou não, digo, com a intenção de me atingir e me fazer ter queda. Afinal, doce pra mim é água. Pensei: agora é a chance de chamá-lo de canto e fazer a proposta, ou talvez até melhor: encostar-lhe minha boca seca, em troca de uma vida. Ou não. Bom, todos nós fomos então à sua casa comer os petiscos de sua mãe, que sempre fazia doce. Eu ia lá às vezes, às vezes até demais. Uma vez nos beijamos. Mais de uma vez, talvez. Ele tinha 16 anos.
Tinha uma galera na casa dele. Tinha uma grande piscina também, que parecia um rio. De repente, o meu grupo de pessoas começou a nadar na piscina gigantesca, e eu fiquei só olhando. Os casais que estavam comigo se beijavam lá dentro, a água balançando e o desejo rolando solto... O nerd não sei onde foi parar. O cor-de-leite andava ao redor, por lá... e eu pensava nele tão incisivamente, que não sabia o que dizer ao chegar perto dele. O que eu falaria?...
A piscina começou a produzir ondas. O pessoal só utilizava a metade da piscina. Comecei a pensar muitas coisas enquanto via eles nadarem. Senti vontade de entrar na piscina, e ficar do outro lado, onde estava vazia. Queria ficar lá pensando. Meu mundo caiu.
Karine, sentada nas mesas, me perguntou: Não vai entrar na piscina?
E eu: Não, meu mundo acabou.

Sonho da madrugada do dia 4 de março, 2011.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Durma, durma...



Fizemos nossas camas
E agora nós colocamos

Vamos navegar neste barco, para o pôr do sol
O vento sopra do leste

Fizemos nossas camas
E agora nós a bagunçamos novamente...

terça-feira, 1 de março de 2011

Você nunca se esvai...

Me perder em meias-verdades e álibis...
Eu quero acreditar em você,
Eu quero que você me perca em
meias verdades e álibis
o sentimento é, a sensação é que eu me lembro do caminho de volta quando
éramos reis ... e da maneira que o frio deixou sua marca em nossa pele
enterramos nossas cabeças na areia
estávamos deslizando para cima / fora? lentamente

Mãos frias envolvendo nossas gargantas e como a tempestade que nos rodeia quebrou,
estávamos ocupados fazendo planos planos para nos manter à tona...

nós nos levantamos, caímos
sem dormir... o sono. não repetir o sono.

da maneira que o frio deixou sua marca em nossas peles
enterramos a cabeça na areia.
estávamos deslizando devagar...

Por favor não vá, é bom tê-lo sempre aqui, mas sei que não poderei segurá-lo por muito tempo. Perdemos tempo tentando calcular o futuro, abrindo portas pro passado, oportunizando lugares impossíveis. E quando a oportunidade surgiu, o medo tomou conta, ou melhor, a ilusão de ainda estar presa em algum sentimento. Na verdade tudo foi uma grande farsa, e essa farsa destruiu a minha vida. Ainda não posso aceitar o quão fui boba e não me abri a ti, ao menos nos momentos de delírio e confusão. Você, felizmente ou infelizmente, é uma pessoa que me deixou e deixa confusa, que até nem eu entendo mais o que sou ou o que quero. Chega de sangue, eu não quero mais viver assim. Chega de fogo, de fumaça, de névoa, de floresta, de escuridão. O que eu mais quero é poder ver; é poder ver-te por perto, com esses olhos enxugados de tanto chorar. Meu deus, o quanto fui cega, em não perceber as boas horas de te aceitar. Agora vivo e revivo tempos de decepção, de angústia, de quartos fechados e restos vazios. Afinal, agora é um grande momento de me aponderar de tais sentimentos e analisar o quanto eles são importantes. Pois no fim, tudo será nada. A companhia será zerada. E a solidão, completa.
Eu quero me desmentir, quero acreditar em meias-verdades e álibis. Quero estar longe desse lugar silencioso e bagunçar um pouco a vida, dar passos mais longos e arriscados, viver e não deixar viver, esperando que algo aconteça. E o medo é o pior personagem da história, ou o melhor. Tenho mais medo do medo do que o próprio medo; o medo de sentir medo, o medo de possuir medo e o medo de não sentir nada. Quais serão os meus pecados? Pareço que não cometo nenhum; ou parece que os únicos que cometo é em pensar coisas que eu nunca fiz. Pensar em coisas que não se deve, pensar em desejos escrúpulos, desejos 'carniçiosos' e perniciosos, que podem me levar ao profundo delírio.
Enterramos nossa cabeça na areia... esperar que o vento tome conta do resto do corpo, enquanto a vida passa. Como se estivéssemos destinados temporariamente um para o outro, e esperássemos num mesmo lugar, e ao mesmo tempo, distantes. Por mais que tente, não conseguirá esquecer. A semente é profunda, e se instalou em ti de maneira que não há mais nada o que fazer.
Estávamos ocupados fazendo planos e planos para nos manter à tona... ocupados com nossa vida também, fazendo o tempo passar, para chegar a hora de nos enfrentarmos. De nos 'amarmos'. A vida continuava, mas o nosso plano também. Mas ele seria realizado posteriormente, sem data prévia. Nosso plano estava escondido atrás da verdadeira vida, e só seria usado em caso de "libertação", de minha parte. Eu deveria estar totalmente livre, pura, longe de contradições, de maus pensamentos. Mas, meu bem, desculpe, é impossível isso acontecer. Você já é a própria contradição, e eu nunca entendi o quanto eu me ligo pra isso, o quanto a contradição me atrai. Felizmente ou não, tento me afastar disso. Sei que ela me faz me perder, me faz perder a cabeça. Posso contar nos dedos quantas vezes deixei isso ocorrer: uma. Realmente, não sei se vale a pena. Mas consigo acreditar que você é um caso a parte. Nós nos levantamos, e depois caímos. Nos levantamos de novo, e caímos outra vez. É uma oscilação. Ora estamos próximos de tornar realidade nossos desejos, ora começamos do zero, ou seja, vemos que não estamos nem perto de realizar o desejo que temos um do outro. Creio que não será sempre assim. Eu que sou tão vidente das coisas, nesse específico caso não consigo dar certeza. Só consigo sentir, sentir que o tempo ainda não acabou... que ainda resta tempo para nós. Mas você não quer esperar. Viva em mim como uma semente tranquila e singela... Vivo em ti como uma semente tranquila e singela...
Na areia ainda estão nossas cabeças, e elas vão indo rumo a uma dimensão que os olhos ao ar não vêem... é a realidade debaixo da areia. A nossa realidade. Ela existe, embora não a vemos. Essa é a razão que te faz desistir. Eu sei que ela existe e sei que sempre irá de existir, por isso é que te puxo com essa minha possibilidade de nós, essa esperança que nunca se esvai. Seu frio deixou uma marca em minha pele... "Eu te quero" é para sempre, em plena contradição.

Marriane.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A melhor possibilidade é morrer...

Podemos conversar... ou nos amar, ou viver, ou nos prender aos lençóis, ou nos entregar um ao outro... ou seilá. morrer. podemos morrer.
Talvez seja a melhor possibilidade, pois tudo que fizermos de prazeroso e momentâneo nos levará ao pior e irreversível dos desejos: a morte. O prazer e a morte são tudo uma mesma coisa, pois me esgamo e me mato a cada momento que sinto que te quero; e quando tenho, a morte é súbita.

Quebre meus ossos
preste atenção
ame-me
beije-me cowboy
corte seus pulsos
rasgue suas pernas
beije minha boca
beije-me cowboy
olhe esses quartos
tapetes sujos
e as janelas
vidros quebrados
olhe aqueles olhos
aqueles olhos negros
e no espelho
no espelho teu corpo vejo
as paredes brancas
espere por mim
espere
espere por mim
prostitutas
travestis
face a face
beije-me cowboy
raspe suas pernas
pegue meu quadril
ame-me
beije-me cowboy
ame-me, beije-me
ame-me, mas puxe o gatilho

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A monstruosidade de Sócrates

Sonho da madrugada do dia 18/06/2010.

Muitas coisas ocorriam ao meu redor. Eu estava num lugar bonito, com pessoas que gosto e tudo mais. Era um lugar que me lembrava Guarapuava. Um lugar cinza, chocante, e ao mesmo tempo lindo e sombrio. Não havia sol, mas havia luz. Acho que dentro de mim. Mas meu quarto era obscuro e meu coração, fechado. O que eu precisava para me libertar? ... essa era uma grande pergunta. Tudo era cinza, lindo, decadente. Assim como eu e minha vida. Eu precisava de algo para me pôr medo e me abrir os olhos, nem que fosse minha própria sombra ou um grande monstro de olhos vermelhos. Eu passeava pelo jardim enquanto via tudo morrer... mas e eu? morreria? e minha alma? creio que tenho uma grande missão nessa terra. Chegara a noite e eu precisava ir pra casa. Era hora de dormir. Depois de uma partida de tênis, fui me deitar naquele meu quarto escuro. Estava absolutamente escuro, menos a janela-porta em frente à minha cama que trazia uma luz em direção a mim. Era belo. Esse lugar era comparado ao meu quarto real. Eu, que em carne e osso, antes de dormir, imaginava grandes monstros ao redor da minha cama caminhando e procurando a missa essência... O mais notável era os seus grandes olhos vermelhos que se destacam em meio à escuridão. Era algo magnífico e ao mesmo tempo temível. A última coisa que eu queria ver era um monstro assim, eu morria de medo deles... Mas nesse belo dia presenciei o meu medo, e fugi dele. Deitei em minha grande cama, espaçosa e de casal, quis me entregar ao sono. Mas Sócrates e mais um belo moço* não me deixou. Sócrates era um dos horrendos monstros de olhos vermelhos que eu temia naquele momento. Ele veio até meu quarto, que pra mim me trouze temos, e me perturbou. Seu companheiro, alguém que na realidade conheço*, veio junto me dar de presente o medo e a certeza de que nada me salvaria daquele momento, seja lá o que fizessem comigo. Me apavorei e não tive coragem de olhar fixamente Sócrates. Ele era horrível, horrendo, escrúpulo e monstruoso. Não consegui o olhar por muito tempo, mas eu havia visto e sabia que era ele. Sócrates se aproximava de mim e de minha cama e me dizia sem parar e aumentando a velocidade, porém, o dizia com tranquilidade: "Me olhe... me olhe... me olhe". Sua face era horrivelmente temível e mostrava sua monstruosidade naquela figura. De verdade ele não era tão feio assim, muito menos monstruoso. O que dava medo era seu corpo sem forma apenas definido por seus grandes olhos vermelhos e sua não nítida barba grande.
Me escondi no cobertor, perturbada com as suas palavras. Eu não sabia se olhava pra ele, ou se eu me escondia mais e me fazia acordar desse terrível sonho. Que não é tão terrível assim. Quanto eu mais me afundava no cobertor, mais ele chegava perto de mim, dizendo para eu olhar pra ele. Pois eu quae olhei, pois sua forma de dizer era calma e ao mesmo tempo inquietante. Mas o medo foi maior, e me fez acabar o sonho por minha própria vontade.


* A pessoa pelo qual me referi é uma pessoa muito especial, que me apavorou neste sonho por sua característica morta e seu corpo tipo cadáver.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Para o homem mais singelo.

As tuas nuvens voam feito caça... é como se te perseguissem o tempo todo, e ao mesmo tempo fosses silencioso e calmo em sua própria natureza. Teu ar me instiga a viver; é como o sol e a noite serena, que são unidos mesmo em portas extremas. A flor combina com você, mas não tanto quanto o infinito; a água nos escombros da cidade, como a chuva plena em minha janela. Ó rapaz singelo, vem me visitar que abro a porta pra você. Dou-te café, do mais preto se quiser, com muito açúcar, pois te quero aqui. Ou aceita um chá? Tenho do verde e do mate, mas sei que gostas do mate. É mais saboroso e tem mais sabor da terra. Ou não? Pode discordar se quiseres, o espaço é teu; só quero que fique e transborde um pouco dessa tua água para a minha cachoeira... Água clara pela qual fui me atrair; ou melhor que apaixonar. Quero você menos distante, mais perto, e menos longe. Seu cabelo na manhã mais bonita soa como um violão, e teus pêlos do braço ficam a cantar com minha sombra. Ameno e tênue, ó querido singelo, eu te quero mais do que o dia, e mais do que a noite. Esse sempre foi o meu propósito vital. Quero tocar dó e si bemol sem me lembrar do terror ou da dor, mas quero lembrar da tua calmaria que toca o teu ser... És perfeito. Não para mim, ou para o mundo. É perfeito para si mesmo e em si mesmo. É a mais bela sinfonia que já vi e ouvi. Meu deus, não acredito que exista um homem assim. Mas ele está diante de meus pés, está na minha frente: é perfeitamente lindo. Eu te quero mais do que o dia e de que a noite. Quem é que vai te querer mais do que eu?
Por favor me permita alastrar-me mais perto de ti... e passa essa tua alegria pra mim para sempre. Essa tua pureza, tua inocência me faz arrepiar. És único, mas só. Deixa eu compartilhar a tua solidão com a minha. Brinca tua mão com o meu regaço. De mim não há mais nada, só a tua natureza cobrindo o meu ser, e fazendo de mim alguém... Teu cabelo delgado e amarelo, tua mão escura e pêlo indefinido, teus crespos cabelos ou lisos infinitam o meu ser... Nada do que digo és, pois você é bem mais do que palavra. Bem mais do significado. É a letra A em cada alfabeto, em cada nome, em cada ser. És o que és, e simplesmente só. Por favor, expanda essa tua natureza singela para meu eu enfadonho, e torne-me singela assim como és singelo...
Para o homem mais singelo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Parques de giz...

Finalmente de volta. De volta pra onde? Não sei mais onde é a minha casa, só sei que sinto falta dos lugares, das pessoas, das ruas. Até mesmo saudade de coisas que não existem, ou que apenas existem na minha mente. Ainda parece que tudo está meio no ar; não sei o que aconteceu comigo realmente, sinto que estou num estado de transe. Graças a ti e a muito mais que podes oferecer, consegui me libertar de certos males - entre eles, seres estranhos de muitos modos e cores - que achei que nunca largaria. Mas este não é um único passo; tenho que avançar mais. Medo de muita coisa ainda me arrebata e me faz perder noites de sono. Não só noites, como dias, e até mesmo o próprio tempo eu perco. Eu poderia estar pensando em coisas mais 'úteis' ou alegres... Mas essa maldição capricorniana de ser pessimista insiste ir até o fim. De certa forma, irei sempre ter uma porção dela, porém, não a quero ter do modo como a está. Esse ano tem tudo pra ser bom e tem tudo pra ser péssimo. Só depende da minha vontade e das minhas ações. Sei que muita coisa ainda está por vir; muitas rosas, e muito choro. Mas desta vez, vai ser diferente. As pessoas, cada vez que vêm e passam, me mudam e me transformam! Não me mudem pra pior, pois o pior que já fui é impossível... Não tenho no que me deleitar; penso ter, mas sei que no fundo não. No mais profundo eu, sei que o que me resta é meu próprio vazio - que é tudo. Enjoo dessa vida barata; sonho com mortes e assassinatos, com estupros e violência; sonho com pessoas queridas indo embora ou me traindo por alguma razão eu não mereço; e até mesmo sonho que faço coisas que não prestam, o que é incoveniente dizer aqui. Sei que ninguém está sujeito a ler isto, mas o site está no ar. Eu quero parar com essa coisa de precisar de alguém pra dormir, ter alguém por perto para matar as minhas dores (imaginárias, às vezes), preciso mais de segurança, mas fico dependendo de outrem. O que devo fazer ainda não sei, só sei que preciso mudar. Este ano é de mudança. E de sangramento.
Você mudou a minha vida de teu sincero modo, e outras mudanças estão por vir.
Só pego um pedaço de giz e começo a desenhar o que é necessário para meu eu... mas, muitas vezes, começo a misturar as coisas e coloco pessoas lá no meio. Apenas estou sentada na grama, com meu papel, desenhando o que desejo e o que sei que não vai acontecer... Porém, como já foi provado, coisas que duvidei - mas que no fundo acreditava - aconteceram. E o melhor está por vir. Como o pior. Não irá ter contradição, meu bem. Você não é um ser infausto; tu persegues os outros com sua fúria de calmaria... Não pare por aí, continue rodando e rodando, caindo e caindo, subindo e subindo, clareando e clareando...Acho que já sabes o que isso quer dizer.
Sem mais palavras, você já é o suficiente.
O tempo está bom,
mas eu só quero melhorar...