É preciso duvidar de tudo...
o que me resta, apenas, são pequenas considerações sobre mim mesma,
e sobre do que há de se reaproveitar em ti...
Que será que pensas?
espero que veja o lado útil e bom... descompassante.
És isto. Sairá do compasso junto a mim?
Todos os cinco horizontes giravam ao redor de sua alma...
Agora, o ar que eu provei e respirei tomou outro rumo.
Mas ainda te quero, da mesma forma imprevisível e concupiscente.
Faça parte de mim, te quero em plena contradição.
"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto
quinta-feira, 14 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
O presente está fora de controle.
Cinza. Teu mundo é cinza, mas o próprio mundo em si é cinza. Vejo-te caminhar pelas estradas, sem rumo de visão, sem objetivo, tentando ser alguém pela luz do sol. O sol guia-te, e você é somente a sombra... você e tudo o que você carrega. Não digo só de ti, mas de mim também.
E é tão estranho ver tudo cinza, como realmente as coisas são. Como realmente as coisas são? Cinzas. A alegria vai embora, e vai habitar outros lugares. E eu fico com minha distorção cinza, sobre tudo o que olho. A vida não tem muita graça assim. Tudo é quase que instintivo, e minha mente, racional. Fico reflexiva, pra baixo, só de ver-me nesse mundo. Eu queria não poder mais estar aqui, e viajar pra outras terras - ou ares. Fora daqui. Fora desta materialidade. Fora deste cinza.
Eu só queria respirar direito.
Mas acho que consigo fazer isso nesse mundo cinzento.
Meus pulmões trancam um pouco.
Você abala meu coração, porém, o cinza impede-o de viver naturalmente.
Não sinto quase nada. Me torno insensível.
Mas ao mesmo tempo consigo perceber o quanto meu coração bate, e o quanto ele sentiria se estivesse vendo as cores naturais.
Eu queria poder viver outras coisas, mas me sinto tão trancada aqui. Eu sei que não sou daqui, sei que pertenço a outros pisos. Mas tenho de ficar aqui, nessa minha condição humana. Ou inumana.
Pra onde vais? Vejo-te caminhar por aí, sem saber pra onde ir... Sinto vontade de que me carregue sob teu colo, e me leve contigo pra onde for... e o cinza me impede de viver-te. me impede de sentir-te da minha maneira incrivelmente irresistível e cruel. Aonde estão as cores? Mostre-me, ou continuarás cinza...
Quero viver, ou poder viver... Possibilidade da possibilidade... é isso que és.
Quero ter alguém que me diga que tudo vai ficar bem; tenho as pessoas, mas ninguém me diz. Então vago nesse ônibus, com minha mochila, rumo a um lugar que eu não sei... Não sei onde vou parar, ou com quem irei encontrar no caminho. Só quero estar bem. Quero que alguém me faça acreditar nisso. Possibilidade-para-a-possibilidade...
E é tão estranho ver tudo cinza, como realmente as coisas são. Como realmente as coisas são? Cinzas. A alegria vai embora, e vai habitar outros lugares. E eu fico com minha distorção cinza, sobre tudo o que olho. A vida não tem muita graça assim. Tudo é quase que instintivo, e minha mente, racional. Fico reflexiva, pra baixo, só de ver-me nesse mundo. Eu queria não poder mais estar aqui, e viajar pra outras terras - ou ares. Fora daqui. Fora desta materialidade. Fora deste cinza.
Eu só queria respirar direito.
Mas acho que consigo fazer isso nesse mundo cinzento.
Meus pulmões trancam um pouco.
Você abala meu coração, porém, o cinza impede-o de viver naturalmente.
Não sinto quase nada. Me torno insensível.
Mas ao mesmo tempo consigo perceber o quanto meu coração bate, e o quanto ele sentiria se estivesse vendo as cores naturais.
Eu queria poder viver outras coisas, mas me sinto tão trancada aqui. Eu sei que não sou daqui, sei que pertenço a outros pisos. Mas tenho de ficar aqui, nessa minha condição humana. Ou inumana.
Pra onde vais? Vejo-te caminhar por aí, sem saber pra onde ir... Sinto vontade de que me carregue sob teu colo, e me leve contigo pra onde for... e o cinza me impede de viver-te. me impede de sentir-te da minha maneira incrivelmente irresistível e cruel. Aonde estão as cores? Mostre-me, ou continuarás cinza...
Quero viver, ou poder viver... Possibilidade da possibilidade... é isso que és.
Quero ter alguém que me diga que tudo vai ficar bem; tenho as pessoas, mas ninguém me diz. Então vago nesse ônibus, com minha mochila, rumo a um lugar que eu não sei... Não sei onde vou parar, ou com quem irei encontrar no caminho. Só quero estar bem. Quero que alguém me faça acreditar nisso. Possibilidade-para-a-possibilidade...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Angústia do pudor.
"[...] é tão monstruosamente equívoca a angústia do pudor. Sem que se note qualquer desejo sexual, existe, contudo, um susto, e de que coisa? De nada. Entretanto, pode morrer-se de vergonha e um pudor ferido constitui a mais funda das dores, visto que aparece, entre todas as outras, como a mais carente de explicação. Desse modo, a angústia do pudor pode surgir por si só.
[...] Ora, a angústia, assim como se coloca no pudor, deve estar presente em qualquer prazer erótico, ainda que, de modo algum, tal prazer seja um pecado. [...] Mesmo quando o erotismo se exprima com inteira pureza, toda a moralidade, toda a beleza possíveis, sem que o perturbe em sua alegria qualquer meditação libertina, nem por isso a angústia ficará ausente, não como produtor de perturbação, porém como parte integrante.
[...] Em todo caso, está mais ou menos certo que os poetas jamais descrevem o amor, por mais pureza e inocência que exista em seu quadro sem que aí coloquem a angústia.
[...] Entretanto, quanto mais angústia existir, mais sensualidade existirá.
[...] Exatamente pelo fato de a sensualidade definir-se aqui como um mais, a angústia espiritual, ao assumir o espírito, torna-se angústia maior. O auge agora é esta conclusão terrível: a angústia do pecado produz o pecado."
Pode ser que ninguém entenda nada, mas basta o que senti e ao que interpretei ao ler tais textos. Em todo caso, ele descreveu a sua vida, e a minha, ao mesmo tempo. Obrigado pelos esclarecimentos, eu precisava disso, e mostrou-me o caminho logo agora, logo agora que eu mais carecia de explicações. A angústia sempre esteve em mim, e nunca havia entendido. Tua obra me faz transformar o meu eu, e entendê-lo melhor. Agora entendo porque fiz tanta coisa, sem ao menos saber o que estava fazendo. Sabia que tinha que fazer; e agora, tu me apareces, com tua novidade de 1844 em 2011. Pois bem, entendo hoje os atos antigos, e ei de explicá-los aos seres que, inconformados e sofridos, me esperaram até hoje. Por ti, a mim, e a ti.
[...] Ora, a angústia, assim como se coloca no pudor, deve estar presente em qualquer prazer erótico, ainda que, de modo algum, tal prazer seja um pecado. [...] Mesmo quando o erotismo se exprima com inteira pureza, toda a moralidade, toda a beleza possíveis, sem que o perturbe em sua alegria qualquer meditação libertina, nem por isso a angústia ficará ausente, não como produtor de perturbação, porém como parte integrante.
[...] Em todo caso, está mais ou menos certo que os poetas jamais descrevem o amor, por mais pureza e inocência que exista em seu quadro sem que aí coloquem a angústia.
[...] Entretanto, quanto mais angústia existir, mais sensualidade existirá.
[...] Exatamente pelo fato de a sensualidade definir-se aqui como um mais, a angústia espiritual, ao assumir o espírito, torna-se angústia maior. O auge agora é esta conclusão terrível: a angústia do pecado produz o pecado."
Fabulosamente, Kierkegaard.
O Conceito de Angústia.
O Conceito de Angústia.
Pode ser que ninguém entenda nada, mas basta o que senti e ao que interpretei ao ler tais textos. Em todo caso, ele descreveu a sua vida, e a minha, ao mesmo tempo. Obrigado pelos esclarecimentos, eu precisava disso, e mostrou-me o caminho logo agora, logo agora que eu mais carecia de explicações. A angústia sempre esteve em mim, e nunca havia entendido. Tua obra me faz transformar o meu eu, e entendê-lo melhor. Agora entendo porque fiz tanta coisa, sem ao menos saber o que estava fazendo. Sabia que tinha que fazer; e agora, tu me apareces, com tua novidade de 1844 em 2011. Pois bem, entendo hoje os atos antigos, e ei de explicá-los aos seres que, inconformados e sofridos, me esperaram até hoje. Por ti, a mim, e a ti.
terça-feira, 29 de março de 2011
Once.
[...] o silêncio que observa na hora da confidência requer sedução e volúpia a fim de que os segredos possam ter satisfação em mostrar a cabeça e murmurar entre si naquela tranqüilidade artificial e segura em que se consideram desapercebidos, do mesmo modo precisará igualmente de uma primitividade de alma que lhe permita criar de repente uma totalidade, uma regra, com o que, no indivíduo, é sempre tão parcial e intermitente.
... Aquele que desejar, assim, observar uma paixão, deve, primeiramente, escolher bem o seu homem; depois, precisa ficar quieto, discreto, sem se dar a perceber, para furtar-lhe o seu segredo; finalmente, precisará exercitar-se naquilo que acabou de achar, até estar capacitado a mistificá-lo. Então, chega o instante de fingir a paixão e de comparecer diante dele em toda a grandeza sobrenatural de tal paixão.
Kierkegaard, em ti.
... Aquele que desejar, assim, observar uma paixão, deve, primeiramente, escolher bem o seu homem; depois, precisa ficar quieto, discreto, sem se dar a perceber, para furtar-lhe o seu segredo; finalmente, precisará exercitar-se naquilo que acabou de achar, até estar capacitado a mistificá-lo. Então, chega o instante de fingir a paixão e de comparecer diante dele em toda a grandeza sobrenatural de tal paixão.
Kierkegaard, em ti.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Time.
01:33, + números do album Dark Side of Moon do Pink Floyd, a partir de The Great Gig in the Sky, arredondando os números. deu 27. 3+27=30.
e 30 totaliza 02:00 da manhã.
e 30 totaliza 02:00 da manhã.
segunda-feira, 21 de março de 2011
O teu corpo.

Deixa o teu corpo nesta folha de papel
um sinal ou uma parte do teu corpo:
a parte o sinal valem o todo
um traço com a tua unha
ou um pedaço da mesma ou qualquer outra parte do teu corpo
uma marca digital ou outra impressão do teu corpo qualquer parte
um desenho uma assinatura
um retrato um risco : a tua mão á o teu corpo
uma ideia uma memória:
um apontamento gráfico um hieroglifo dessa memória tua calma tua alma
um objecto qualquer relacionado com o teu envolvimento social
uma sombra chinesa do
teu corpo qualquer parte
um pouco do teu sangue
esperma ou liquido qualquer
do teu corpo
Faz o que fizeres com amor lembra-te que
o teu corpo é o meu corpo que o meu corpo é
o teu corpo que o teu corpo é a meu corpo que
o meu corpo é o teu corpo que o teu corpo
é o meu corpo que o meu corpo é o teu corpo
que o teu corpo é o meu corpo que o
meu corpo é a teu corpo que e teu corpo
Ernesto de Souza.
domingo, 20 de março de 2011
Som do silêncio.
Não preciso te ouvir dizer...
apenas o silêncio já basta.
as cortinas se mexem, e eu fico aqui,
parada.
Não preciso me mover.
Tua sombra já realiza o necessário,
e eu fico aqui,
com meus olhos,
te observando fazer.
O som do silêncio
já apaga as luzes do meu ser
e me faz renascer...
Não preciso ter ninguém por perto
para me acertar,
para me ouvir.
O próprio silêncio já diz pra mim
qual é a resposta
de todas as perguntas que faço
e que ninguém de carne
sabe responder...
A ausência de luz me faz perceber
o quão o mundo é valho
das coisas e de ti...
Só quero estar por perto, ao menos
de vez em quando
ouvir-me bater na tua porta,
pedindo por calor...
Mas preciso, preciso sim
de momentos teus
e de momentos meus.
Com silêncio
e com
ardor.
apenas o silêncio já basta.
as cortinas se mexem, e eu fico aqui,
parada.
Não preciso me mover.
Tua sombra já realiza o necessário,
e eu fico aqui,
com meus olhos,
te observando fazer.
O som do silêncio
já apaga as luzes do meu ser
e me faz renascer...
Não preciso ter ninguém por perto
para me acertar,
para me ouvir.
O próprio silêncio já diz pra mim
qual é a resposta
de todas as perguntas que faço
e que ninguém de carne
sabe responder...
A ausência de luz me faz perceber
o quão o mundo é valho
das coisas e de ti...
Só quero estar por perto, ao menos
de vez em quando
ouvir-me bater na tua porta,
pedindo por calor...
Mas preciso, preciso sim
de momentos teus
e de momentos meus.
Com silêncio
e com
ardor.
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