A magreza é um dos piores ingredientes para a atração de um capricorniano.
FATO!
Agradeça a Saturno se ele fez isso por você. Amém.
"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto
sábado, 19 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A distância entre nós.
É preciso sempre fazer uma decisão. É preciso sempre honrar a liberdade. Mas a honramos somente pela honra em si? Ou pelo nosso bem? Ou por curiosidade? Ou por... qualquer coisa. Não se deve ser assim, o homem nem sabe porque escolhe entre uma coisa e outra, e acha que é livre. Tenho um destino imposto a mim, e por isso deixo de ser livre? Bem, muitos dirão que sim, mas eu digo que não. Desde de quando se estabeleceu os traumas em mim, e até mesmo antes disso, eu sabia que eu tinha um destino. Não um destino qualquer, e nem se trata de um só. Mas do que falo neste momento é o único fato maior de todos ou um dos maiores da minha vida que eu já descobri, e que nenhum ser humano estaria apto a compreender tal fato, a não ser eu mesma. Nem eu mesma na totalidade deste fato posso compreender, pois vai algo além de minha própria vida. Uma coisa eu sei: o amor existe. Só não é fácil descobrir se amo alguém. Há meses atrás, ou há anos - pois eu vivo mudando - achava que não amava ninguém, mesmo dizendo às pessoas que eu as amava. Hoje em dia não digo nada, ou às vezes, quando o sentimento pula de meu espírito, sai a frase "Eu te amo" num momento inoportuno.
Parece tão artificial o que escrevo, pois tudo que eu disse aqui não era nada do que eu queria dizer. Mas tal não significa que o que escrevi é falso.
Eu queria poder dizer a alguém o quanto eu sinto ao ver-te, o quanto eu sinto em apreciar o teu olhar sereno e desinteressado em mim, os teus cachos brilhando na névoa depois de um banho matinal, o teu sorriso puxado com dentes indescritíveis, a tua pele clara ao pôr do sol e nas noites de tremendo frio. Mas eu sou um incógnita para ti, sou a indiferença, sou a dúvida, sou a distância entre nós... Meus erros é a nossa distância, o meu sentimento por ti, as minhas escolhas, os meus caminhos seguidos, o meu corpo alastrado de manchas estranhas, os vales por onde andei e me perdi, por onde encontrei o que sempre esteve fora de mim, o exterior. És a minha luz do quarto, é a minha única e perfeita saída; eu não sou hermética e nem o quero ser, não há como ser, pois és o meu destino; não quero peragrare, não quero não estar com você. O destino não abala a minha liberdade... pois mesmo que eu me distancie de ti, não irás deixar de ser meu, meu destino, e totalmente meu, mesmo que eu não lhe toque. Eu não preciso.
Parece tão artificial o que escrevo, pois tudo que eu disse aqui não era nada do que eu queria dizer. Mas tal não significa que o que escrevi é falso.
Eu queria poder dizer a alguém o quanto eu sinto ao ver-te, o quanto eu sinto em apreciar o teu olhar sereno e desinteressado em mim, os teus cachos brilhando na névoa depois de um banho matinal, o teu sorriso puxado com dentes indescritíveis, a tua pele clara ao pôr do sol e nas noites de tremendo frio. Mas eu sou um incógnita para ti, sou a indiferença, sou a dúvida, sou a distância entre nós... Meus erros é a nossa distância, o meu sentimento por ti, as minhas escolhas, os meus caminhos seguidos, o meu corpo alastrado de manchas estranhas, os vales por onde andei e me perdi, por onde encontrei o que sempre esteve fora de mim, o exterior. És a minha luz do quarto, é a minha única e perfeita saída; eu não sou hermética e nem o quero ser, não há como ser, pois és o meu destino; não quero peragrare, não quero não estar com você. O destino não abala a minha liberdade... pois mesmo que eu me distancie de ti, não irás deixar de ser meu, meu destino, e totalmente meu, mesmo que eu não lhe toque. Eu não preciso.
Marriane
para Morrissey.
para Morrissey.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O frio do sol...
Os dias são tão estranhos sem você
Sinto-me como um ser incompleto, alienado, sem consciência
total do mundo.
Você é a ferramenta do obscuro,
das terras incertas
que eu tento viver.
És o mistério do próprio mistério, do meu eu e do seu.
Quero-te por perto, para ver a
escuridão
que traz a sua própria contradição: a claridade. o visível.
Sinto frio sem teu frio.
sol gélido.
E esse foi o único pedaço resgatado de um caderno sobre você... A única carta de amor que escrevi pra você. A única carta de amor que eu escrevi pra você, eu perdi. A única. Agora o que me resta é a recordação dela e de ti, que de ti é mais frequente e mais viva, pois ainda tenho os teus olhos pra olhar, a tua pele clara pra sorrir, teu cabelo preto a me esfregar, teus cachos a me rodar, tuas pernas a me cobrir... Mas sei que estarás sempre longe, longe pra me proteger do grito da coruja. Quando o tenho, o tempo pára, os problemas somem, fica apenas o clima do eu, do teu eu e o de nós. Eu ainda vou resgatar meu pequeno caderno e terminar de mostrar aqui o que era pra ser mostrado somente a ti. Mas salvei este pedaço como que um rascunho, e o tenho graças a isso. É a minha única recordação. É a minha única carta de amor que te escrevi, e nem se quer te dei.
Sinto-me como um ser incompleto, alienado, sem consciência
total do mundo.
Você é a ferramenta do obscuro,
das terras incertas
que eu tento viver.
És o mistério do próprio mistério, do meu eu e do seu.
Quero-te por perto, para ver a
escuridão
que traz a sua própria contradição: a claridade. o visível.
Sinto frio sem teu frio.
sol gélido.
E esse foi o único pedaço resgatado de um caderno sobre você... A única carta de amor que escrevi pra você. A única carta de amor que eu escrevi pra você, eu perdi. A única. Agora o que me resta é a recordação dela e de ti, que de ti é mais frequente e mais viva, pois ainda tenho os teus olhos pra olhar, a tua pele clara pra sorrir, teu cabelo preto a me esfregar, teus cachos a me rodar, tuas pernas a me cobrir... Mas sei que estarás sempre longe, longe pra me proteger do grito da coruja. Quando o tenho, o tempo pára, os problemas somem, fica apenas o clima do eu, do teu eu e o de nós. Eu ainda vou resgatar meu pequeno caderno e terminar de mostrar aqui o que era pra ser mostrado somente a ti. Mas salvei este pedaço como que um rascunho, e o tenho graças a isso. É a minha única recordação. É a minha única carta de amor que te escrevi, e nem se quer te dei.
Um ser que já descobriu quem é.
(e o que quer).
(e o que quer).
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
νὺξ II
Esta noite... és o meu paraíso. Sonhei contigo novamente, eu queria muito te beijar. Estavas tão distante, mas eu estava tão perto de ti corporalmente. Você não me vê como eu te vejo, pois não fazes ideia de meu sentimento. És tão obscuro para mim e para todos, um pouco tímido, mas vejo um tanto de clareza em ti. Sua pele é clara assim como o seu cabelo; teu tom beje; teus lábios quase transparentes, secos, ríspidos, pelo qual eu sinto uma imensa vontade de tocá-los. Tua face redonda, dos cabelos claros, pele macia e limpa. Quero as minhas mãos para te tocar do jeito mais divino possível. Mas não estás aqui, andas distante do mundo, quem dirá de mim. És a pureza em perfeita pessoa.
Sonho da madrugada do dia 5 de Agosto.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
νὺξ
Ei sei que já é hora de dormir, mas não vais... Fica-te. Fica por aqui, em meus cantos, nesse quarto gélido, ao meu lado, e aprecia-te os monstros. Usufrua da minha solidão e do meu desespero, do meu frio e do meu escasso. Quero-te aqui. Fica-te. O chão está gelado. Fica-te ao meu lado, nesta cama, o cobertor vermelho há de te esquentar. Não por um momento, mas peço-te, faça isso só por um momento. Só por esta noite. Ao menos essa noite. Fica-te aqui em meu quarto escuro e descubra o meu eu. Me esquente com teu frio, nesta noite. Só por esta noite. Ao menos nessa noite.
Um ser que ainda não descobriu quem é.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O despejo do desejo.
as coisas mais fortes que sentimos são as que não experimentamos...
e quando experimentamos, tudo perde seu valor.
por isso que prefiro ficar na espreita só observando o objeto que me atrai.
por vezes tento enfrentar meu desejo, satisfazê-lo, e ele se transforma em algo tão sem sentido.
e quando as coisas que eu não desejo me desejam me fazem sentir um incógnita... até que eu percebo que desejo também, mas não da mesma forma.
é um desejo sensual e artificial.
aprecio o que quero, às vezes passo a usufrui-lo, mas sempre me arrependo.
a sensação do momento que se satisfaz nunca é tão boa quanto a do momento de senti-la, e não o de tê-la.
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