"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A monstruosidade de Sócrates

Sonho da madrugada do dia 18/06/2010.

Muitas coisas ocorriam ao meu redor. Eu estava num lugar bonito, com pessoas que gosto e tudo mais. Era um lugar que me lembrava Guarapuava. Um lugar cinza, chocante, e ao mesmo tempo lindo e sombrio. Não havia sol, mas havia luz. Acho que dentro de mim. Mas meu quarto era obscuro e meu coração, fechado. O que eu precisava para me libertar? ... essa era uma grande pergunta. Tudo era cinza, lindo, decadente. Assim como eu e minha vida. Eu precisava de algo para me pôr medo e me abrir os olhos, nem que fosse minha própria sombra ou um grande monstro de olhos vermelhos. Eu passeava pelo jardim enquanto via tudo morrer... mas e eu? morreria? e minha alma? creio que tenho uma grande missão nessa terra. Chegara a noite e eu precisava ir pra casa. Era hora de dormir. Depois de uma partida de tênis, fui me deitar naquele meu quarto escuro. Estava absolutamente escuro, menos a janela-porta em frente à minha cama que trazia uma luz em direção a mim. Era belo. Esse lugar era comparado ao meu quarto real. Eu, que em carne e osso, antes de dormir, imaginava grandes monstros ao redor da minha cama caminhando e procurando a missa essência... O mais notável era os seus grandes olhos vermelhos que se destacam em meio à escuridão. Era algo magnífico e ao mesmo tempo temível. A última coisa que eu queria ver era um monstro assim, eu morria de medo deles... Mas nesse belo dia presenciei o meu medo, e fugi dele. Deitei em minha grande cama, espaçosa e de casal, quis me entregar ao sono. Mas Sócrates e mais um belo moço* não me deixou. Sócrates era um dos horrendos monstros de olhos vermelhos que eu temia naquele momento. Ele veio até meu quarto, que pra mim me trouze temos, e me perturbou. Seu companheiro, alguém que na realidade conheço*, veio junto me dar de presente o medo e a certeza de que nada me salvaria daquele momento, seja lá o que fizessem comigo. Me apavorei e não tive coragem de olhar fixamente Sócrates. Ele era horrível, horrendo, escrúpulo e monstruoso. Não consegui o olhar por muito tempo, mas eu havia visto e sabia que era ele. Sócrates se aproximava de mim e de minha cama e me dizia sem parar e aumentando a velocidade, porém, o dizia com tranquilidade: "Me olhe... me olhe... me olhe". Sua face era horrivelmente temível e mostrava sua monstruosidade naquela figura. De verdade ele não era tão feio assim, muito menos monstruoso. O que dava medo era seu corpo sem forma apenas definido por seus grandes olhos vermelhos e sua não nítida barba grande.
Me escondi no cobertor, perturbada com as suas palavras. Eu não sabia se olhava pra ele, ou se eu me escondia mais e me fazia acordar desse terrível sonho. Que não é tão terrível assim. Quanto eu mais me afundava no cobertor, mais ele chegava perto de mim, dizendo para eu olhar pra ele. Pois eu quae olhei, pois sua forma de dizer era calma e ao mesmo tempo inquietante. Mas o medo foi maior, e me fez acabar o sonho por minha própria vontade.


* A pessoa pelo qual me referi é uma pessoa muito especial, que me apavorou neste sonho por sua característica morta e seu corpo tipo cadáver.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Para o homem mais singelo.

As tuas nuvens voam feito caça... é como se te perseguissem o tempo todo, e ao mesmo tempo fosses silencioso e calmo em sua própria natureza. Teu ar me instiga a viver; é como o sol e a noite serena, que são unidos mesmo em portas extremas. A flor combina com você, mas não tanto quanto o infinito; a água nos escombros da cidade, como a chuva plena em minha janela. Ó rapaz singelo, vem me visitar que abro a porta pra você. Dou-te café, do mais preto se quiser, com muito açúcar, pois te quero aqui. Ou aceita um chá? Tenho do verde e do mate, mas sei que gostas do mate. É mais saboroso e tem mais sabor da terra. Ou não? Pode discordar se quiseres, o espaço é teu; só quero que fique e transborde um pouco dessa tua água para a minha cachoeira... Água clara pela qual fui me atrair; ou melhor que apaixonar. Quero você menos distante, mais perto, e menos longe. Seu cabelo na manhã mais bonita soa como um violão, e teus pêlos do braço ficam a cantar com minha sombra. Ameno e tênue, ó querido singelo, eu te quero mais do que o dia, e mais do que a noite. Esse sempre foi o meu propósito vital. Quero tocar dó e si bemol sem me lembrar do terror ou da dor, mas quero lembrar da tua calmaria que toca o teu ser... És perfeito. Não para mim, ou para o mundo. É perfeito para si mesmo e em si mesmo. É a mais bela sinfonia que já vi e ouvi. Meu deus, não acredito que exista um homem assim. Mas ele está diante de meus pés, está na minha frente: é perfeitamente lindo. Eu te quero mais do que o dia e de que a noite. Quem é que vai te querer mais do que eu?
Por favor me permita alastrar-me mais perto de ti... e passa essa tua alegria pra mim para sempre. Essa tua pureza, tua inocência me faz arrepiar. És único, mas só. Deixa eu compartilhar a tua solidão com a minha. Brinca tua mão com o meu regaço. De mim não há mais nada, só a tua natureza cobrindo o meu ser, e fazendo de mim alguém... Teu cabelo delgado e amarelo, tua mão escura e pêlo indefinido, teus crespos cabelos ou lisos infinitam o meu ser... Nada do que digo és, pois você é bem mais do que palavra. Bem mais do significado. É a letra A em cada alfabeto, em cada nome, em cada ser. És o que és, e simplesmente só. Por favor, expanda essa tua natureza singela para meu eu enfadonho, e torne-me singela assim como és singelo...
Para o homem mais singelo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Parques de giz...

Finalmente de volta. De volta pra onde? Não sei mais onde é a minha casa, só sei que sinto falta dos lugares, das pessoas, das ruas. Até mesmo saudade de coisas que não existem, ou que apenas existem na minha mente. Ainda parece que tudo está meio no ar; não sei o que aconteceu comigo realmente, sinto que estou num estado de transe. Graças a ti e a muito mais que podes oferecer, consegui me libertar de certos males - entre eles, seres estranhos de muitos modos e cores - que achei que nunca largaria. Mas este não é um único passo; tenho que avançar mais. Medo de muita coisa ainda me arrebata e me faz perder noites de sono. Não só noites, como dias, e até mesmo o próprio tempo eu perco. Eu poderia estar pensando em coisas mais 'úteis' ou alegres... Mas essa maldição capricorniana de ser pessimista insiste ir até o fim. De certa forma, irei sempre ter uma porção dela, porém, não a quero ter do modo como a está. Esse ano tem tudo pra ser bom e tem tudo pra ser péssimo. Só depende da minha vontade e das minhas ações. Sei que muita coisa ainda está por vir; muitas rosas, e muito choro. Mas desta vez, vai ser diferente. As pessoas, cada vez que vêm e passam, me mudam e me transformam! Não me mudem pra pior, pois o pior que já fui é impossível... Não tenho no que me deleitar; penso ter, mas sei que no fundo não. No mais profundo eu, sei que o que me resta é meu próprio vazio - que é tudo. Enjoo dessa vida barata; sonho com mortes e assassinatos, com estupros e violência; sonho com pessoas queridas indo embora ou me traindo por alguma razão eu não mereço; e até mesmo sonho que faço coisas que não prestam, o que é incoveniente dizer aqui. Sei que ninguém está sujeito a ler isto, mas o site está no ar. Eu quero parar com essa coisa de precisar de alguém pra dormir, ter alguém por perto para matar as minhas dores (imaginárias, às vezes), preciso mais de segurança, mas fico dependendo de outrem. O que devo fazer ainda não sei, só sei que preciso mudar. Este ano é de mudança. E de sangramento.
Você mudou a minha vida de teu sincero modo, e outras mudanças estão por vir.
Só pego um pedaço de giz e começo a desenhar o que é necessário para meu eu... mas, muitas vezes, começo a misturar as coisas e coloco pessoas lá no meio. Apenas estou sentada na grama, com meu papel, desenhando o que desejo e o que sei que não vai acontecer... Porém, como já foi provado, coisas que duvidei - mas que no fundo acreditava - aconteceram. E o melhor está por vir. Como o pior. Não irá ter contradição, meu bem. Você não é um ser infausto; tu persegues os outros com sua fúria de calmaria... Não pare por aí, continue rodando e rodando, caindo e caindo, subindo e subindo, clareando e clareando...Acho que já sabes o que isso quer dizer.
Sem mais palavras, você já é o suficiente.
O tempo está bom,
mas eu só quero melhorar...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eu preciso...



...um pouco mais de mim mesma, um pouco mais do mundo, do amor, da atenção, do sofrimento, da angústia, da eternidade, do infinito, do paraíso, da amizade, do carnal, da porcaria, do mal, do amor, da mediação, do equilíbrio, da virtude, da sinceridade, da paz, da matéria, do amor, do objeto, do animal, do computador, do homem, do princípe, de Kierkegaard, de Sócrates, de Adorno, do amor, do coração, do beijo, da relação, do carinho, do mar, do céu, da noite, do amor, de tudo... tudo. Mas não quero misturar as coisas. uma coisa de cada vez. um dia de cada vez.
rumo à procura de algo que busco a anos...
sei que não vai fugir, e nem se entreter com o que não deve.
direcione-se apenas a mim.
eu sei que vai.
um espaço entre...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Estranhamento.

Lua transitando na Casa 8 natal

Inicio: 24/11/2010 Fim: 25/11/2010

Sob a influência da Lua na oitava casa, estamos propensos a vivenciar situações fortemente emocionais. Podemos, por exemplo, encontrar pessoas que nos impressionem de modo incomum, a ponto de detectarmos sentimentos e humores que pareçam estranhos ao nosso "eu" habitual. Contudo, somente com o reforço de outros trânsitos pode-se prever a ocorrência de alguma situação que gerem impacto psicológico mais profundo.

Durante esse trânsito, também podemos ter as mesmas experiências relacionadas à segunda casa, como o sentimento de possessividade em relação a bens materiais ou o desejo de estar num ambiente repleto de objetos familiares que nos tragam lembranças do passado. Em caso de apego excessivo, no entanto, o risco de conflito é maior agora, pois a oitava casa também representa bens de outras pessoas e bens que possuímos em conjunto com os outros. Podemos desejar algo que não nos pertença ou então querer ter controle sobre algo que nos pertença apenas em parte.


Uma parte de mim é extremamente sensível. Quando encontro ou conheço pessoas, esse acontecimento me afeta muito, como se fosse algo internamente a mim. Porém, tenho que compreender que têm coisas que não fazem sentido, ou eu as crio, para poder 'sentir' algo em mim. Sei que as pessoas são exteriores ao meu eu, e que se internam em mim na medida do tempo e do conhecimento de suas naturezas. Ando mudando constantemente, então não sei mais o que é que sou e o que é que não sou. Também não sei direito de meus desejos, que oscilam todos os dias. Fora a minha maneira de tratar os outros. E, quando encontro alguém que não é meu costume de encontrar, fico meio chocada ou pensando a respeito. Ou até mesmo no dia-a-dia, quando passo de lugar em lugar que costumo passar, sinto coisas estranhas que não me são habituais. Impacto psicológico mais profundo? Pensamentos, sentimentos, pensamentos, sentimentos. 4. Não sei mais quem sou, e as coisas me afetam de uma maneira muito brusca.

Ainda há os desejos de possessividade em relação à objetos e às pessoas. Ah, "é meu". Ah, "eu quero porque é meu". Ah, "eu quero por que eu quero que torne-se meu". Eu "sinto que é meu". Nada pode ser meu, assim sem mais nem menos, sem uma devida 'entrega'. Os objetos também estão em transe com meu eu, me atingem a todo momento e me chamam de 'mim'. O difícil é quando quero algo que sei que não é meu, mas teimo em querer. Sei que isso não faz parte de mim. Sei que isso 'passou' a ser parte de mim, num momento propício e adequado para minha queda. Porém, não vou ajudar o 'diabo' a me despedaçar. Não vou favorecer meu próprio mal. Eu sei de algumas coisas através de visões futuristas, então tentarei deter o que for pra me trazer mal.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A eternidade.


Pensamentos aleatórios. Fundidos com desgraça, besteira e dor. Infelizmente não sei mais quem eu sou, pois um dia eu sabia aos miúdos de meu ser... Mas uma coisa eu sei: sei o que desejo. E ainda mais, sei que meu desejo pode ser, ou é, passageiro. Eu quero muito tantas coisas. Ou melhor, muito alguém. A tempos não pensava desse jeito, Ed... eu tentei ignorar o passado, tentando viver o presente. Mas que presente? O que tenho agora? Não tenho nada, ou restos de nada. Porém, tudo está em meu alcance. Mas quando é que vou tornar essa dimensão real? Meus pensamentos são absurdos, não me aguento mais, eu queria viver com tanta calma e prazer, eu queria esquecer a dor e a mágoa. Eu quero um novo tempo. Por favor, proporcione-me esse tempo. Não ouso dizer a quem peço, pois se eu disser, tal pessoa se sentirá cobrada. Não, não quero que se sinta cobrado, meu amor, eu achei que tivesse apagado nossas escrituras e nosso passado. Mas não está apagado. Ainda resta algo. Ou muito. Pelo qual posso viver um pouco hoje, e o que me dá fôlego para ainda tentar sobrevoar essa cidade de merda... Eu te amo. Mas o que venha ser o amor? Ainda digo pra ti, e ainda postarei em minhas árduas cabeleiras e paredes com sua tinta negra. Te prometo, Ed. Te prometo lhe dar um paraíso. Mas creio que preciso que você me dê mais do que você receba... isso não é justo. Estou em crise. She's lost control. Eu preciso de ajuda, eu preciso de ajuda. Está passando. Sei que ficará tudo bem... sei que ainda a cena do quarto existe. A sombra nas ruas... os seres dos postes... a escuridão... a eternidade... a vida... por favor, não esqueça. Não me esqueça. Ainda há uma chance?

Rain

sábado, 13 de novembro de 2010

Meu 12 de novembro de 2010.




Lua em Conjunção com Saturno natal

Inicio: 12/11/2010 Fim: 12/11/2010

Nesse momento, iremos nos sentir distantes de nossas emoções ou acharemos difícil lidar com elas. Talvez agora experimentemos o que consideramos nosso lado negativo e, em razão disso, poderá haver conflito entre o que pensamos a nosso respeito e os nossos ideais.

Sob a influência dessa conjunção, estaremos propensos a guardar dentro de nós sentimentos e pensamentos relativos à vida pessoal. Pessimismo, sensação de isolamento e depressão costumam acompanhar esse trânsito. É preciso, porém, ter em mente que isso tudo pode ser apenas nosso modo de ver as coisas. É recomendável, portanto, não dar tanta importância a nossos sentimentos negativos.

Sentimentos de culpa também poderão aflorar nesse momento, e o relacionamento com as mulheres será provavelmente difícil. A influência desse trânsito não é propícia à tomada de decisões relativas à vida afetiva.