"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

[Feeling]

Aonde está esse [feeling] que você tanto fala?
Diz que está em mim, mas aonde, aonde?
Eu não sinto nada,
ou melhor,
eu não quero sentir nada.
Eu não quero me expor
eu não quero supor
quem talvez eu seria
ou quem eu sou
Como vou descobrir o que sou e quem sou
se não deixo o [feeling] ser [feeling]?
deixar o sentir para ser sentido,
para ser experimentado,
vivido,
usufruído,
tocado,
temido.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O passado

O passado... O passado...
ele instiga o futuro...
positivamente...
O que foi ruim já passou,
mas há de voltar,
o futuro pode não repetir o passado
se eu agir depois de pensar
pois o pior já foi cometido.
O que há para ser devastado,
se não a minha sabedoria
herdada pelo passado?
Ah passado, você não há
de comer os meus sonhos
destruir meus afagos
afugentar meus soldados
nem cuspir nos meus machucados
mas vai chorar sozinho
sem companhia e sem agrado
sem doce e sem salgado
somente o teu mal gosto
e teu fardo.

Kristen Bloodyred.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O frio do sol...

Os dias são tão estranhos sem você
Sinto-me como um ser incompleto, alienado, sem consciência
total do mundo.
Você é a ferramenta do obscuro,
das terras incertas
que eu tento viver.
És o mistério do próprio mistério, do meu eu e do seu.
Quero-te por perto, para ver a
escuridão
que traz a sua própria contradição: a claridade. o visível.
Sinto frio sem teu frio.
sol gélido.

E esse foi o único pedaço resgatado de um caderno sobre você... A única carta de amor que escrevi pra você. A única carta de amor que eu escrevi pra você, eu perdi. A única. Agora o que me resta é a recordação dela e de ti, que de ti é mais frequente e mais viva, pois ainda tenho os teus olhos pra olhar, a tua pele clara pra sorrir, teu cabelo preto a me esfregar, teus cachos a me rodar, tuas pernas a me cobrir... Mas sei que estarás sempre longe, longe pra me proteger do grito da coruja. Quando o tenho, o tempo pára, os problemas somem, fica apenas o clima do eu, do teu eu e o de nós. Eu ainda vou resgatar meu pequeno caderno e terminar de mostrar aqui o que era pra ser mostrado somente a ti. Mas salvei este pedaço como que um rascunho, e o tenho graças a isso. É a minha única recordação. É a minha única carta de amor que te escrevi, e nem se quer te dei.

Um ser que já descobriu quem é.
(e o que quer).

segunda-feira, 21 de março de 2011

O teu corpo.


Deixa o teu corpo nesta folha de papel
um sinal ou uma parte do teu corpo:
a parte o sinal valem o todo

um traço com a tua unha
ou um pedaço da mesma ou qualquer outra parte do teu corpo

uma marca digital ou outra impressão do teu corpo qualquer parte

um desenho uma assinatura
um retrato um risco : a tua mão á o teu corpo

uma ideia uma memória:
um apontamento gráfico um hieroglifo dessa memória tua calma tua alma

um objecto qualquer relacionado com o teu envolvimento social

uma sombra chinesa do
teu corpo qualquer parte


um pouco do teu sangue
esperma ou liquido qualquer
do teu corpo




Faz o que fizeres com amor lembra-te que
o teu corpo é o meu corpo que o meu corpo é
o teu corpo que o teu corpo é a meu corpo que
o meu corpo é o teu corpo que o teu corpo
é o meu corpo que o meu corpo é o teu corpo
que o teu corpo é o meu corpo que o
meu corpo é a teu corpo que e teu corpo

Ernesto de Souza.

domingo, 20 de março de 2011

Som do silêncio.

Não preciso te ouvir dizer...
apenas o silêncio já basta.
as cortinas se mexem, e eu fico aqui,
parada.
Não preciso me mover.
Tua sombra já realiza o necessário,
e eu fico aqui,
com meus olhos,
te observando fazer.
O som do silêncio
já apaga as luzes do meu ser
e me faz renascer...
Não preciso ter ninguém por perto
para me acertar,
para me ouvir.
O próprio silêncio já diz pra mim
qual é a resposta
de todas as perguntas que faço
e que ninguém de carne
sabe responder...
A ausência de luz me faz perceber
o quão o mundo é valho
das coisas e de ti...
Só quero estar por perto, ao menos
de vez em quando
ouvir-me bater na tua porta,
pedindo por calor...
Mas preciso, preciso sim
de momentos teus
e de momentos meus.
Com silêncio
e com
ardor.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Amor cansado

Eu espero que alguém abra a porta...
e venha me buscar desse tédio que me absorve.
Eu quero a vida, eu quero a morte.
Eu desejo você.


Ah, que cansaço. Mas o dia
nem se quer acabou.
E eu aqui, solfejando as notas
das palavras que ele me disse.
Já não durmo virada pra parede,
olho para a porta e ela
nunca se abre.
O guarda-roupa permanece onde está,
iluminado e escuro. Já faz parte
do meu mundo cansado.
Uma mesinha bagunçada com papéis
e pincéis já se cansaram
de escrever o que eu sinto.
A janela à espera do
fantasma convidado e transparente.
Só que ele só aparece quando eu
Não o convido.
Isso é amor.
Um amor cansado.
Não cansado de tudo.
Cansado do sol ensolarado
que esquenta meus cabelos limpos
lavados pela aurora da neblina matinal.
Ah, como eu queria que fosse
o vento.
Assim ele me levaria novamente
para a cama, a parede, o guarda-roupa,
a janela, o fantasma.
O que mais falta se cansar?
Venha, e eu o amarei.
Venha, quero cansá0lo até me fazer morrer
quero que sinta a água doce
do dia,
e a água gelada da noite.
sem gosto.
Cansar-te para lhe ver sofrer as águas
que eu lavei meu cabelo.
Até sentir-te...
Até amar-te...
Ele nunca tem fim. E sempre
agüenta a dor.
É por isso que lhe quero,
faz de mim seu cansaço
como eu o faço para mim.

Cansar-te para lhe ver sofrer, as águas
impuras que eu bebi
até sentir-te, até...
Nunca tem fim, e você sempre agüenta a dor.
(Isso é um modo de dizer "eu te amo"?)

Lady Furia, the Queen of Pain.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A vida me diz sim, pela primeira vez.

A vida me diz sim, pela primeira vez.

E eu não posso negá-la....
e muito menos quero.
Ela me aceitou; me ofereceu um
abrigo; onde muitas vezes a felicidade vai
me visitar para fazer uso do mesmo
fogo;
A felicidade me quer e eu a amo;
Como pode existir união maior?
Agora tenho uma caverna, mas que
talvez nem esse nome receberia pela sua
relação com obscuridade, trevas ou soli
dão. Digo caverna por não ser acessí
vel a todos, [...]
pois "ser feliz não é tão
comum". Uma caverna, onde sou "livre", pos
so fazer o que quiser - sabendo porque vou
fazer isso -, inclusive amar. Nela po
derei amar e ser amada intensamente.

Escrito 12/04/10

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Meu próprio inimigo: eu mesma.

Eu já não postava aqui faz um tempinho. Bom, tem-me ocorrido outras atividades e tal, e tô só tendo tempo de escrever fichamentos, resumos, análises, trabalhos do curso... enfim, tá massa mas tô parada em textos de minha autoria, poemas, contos, crônicas, pensamentos, etc. Ando escrevendo algumas baboseiras - ironia - no meu caderno de aula, para tentar distrair a minha alma das tentações humanas. Tento sair da confusão que entro (ou melhor, ela que entra em mim). Algumas coisas escritas com raiva, outras procurando paz, algumas com mágoas, enfim, nada de tão escrúpulo. Mas, na verdade, ainda sou alguém que sente. Que sente menos dor, pra falar bem a verdade. Afinal, tem um textinho sobre isso que eu gostaria de expor aqui (sei que só o Davi lê né? hehe. de repente um flanders também. :^] ). Bom, antes de postar esse texto, quero expor outro que antecede este, em relação ao conteúdo... talvez a gramática do "mim" esteja errado, mas vou deixar desse jeito mesmo.
Ah, e esse texto foi escrito em Apucarana, lá por novembro/2009, no dia em que Murta pôs-se a morrer "por causa de um garoto idiota". pg desconhecida. Ah, e também esse poema foi inspirado um pouco numa música do Dance of Days que agora não me recordo o nome. Valeu!

Eu, Inimigo de Mim Mesmo

Cresça.
Insiste em ficar parado...
Oh.

Eu, Inimigo de Mim Mesmo
Salva-me deste corpo que te faz
de abrigo
Eu, Inimigo de mim mesmo
ou devorador de pecados...
Salva-me do ser pelo qual
repartimos
Como há de me ajudar,
se és meu Inimigo?
Mas há de me ajudar
Porque vivemos juntos na mesma alma
E nem mesmo a falta de
Contribuição quanto a nós dois
não irá deter a sua sina...
Ajude-me pois assim
você também viverá.


Esse poema é aberto a todas as interpretações possíveis. Mas, para ser mais específica, eu quis dizer nele sobre um ser que está dentro de mim, como se fosse um "eu" secundário. É um outro ser que age, mas do lado oposto: o lado que me quer mal (por isso chamo "inimigo"). Ele é a parte de meu ser que traz dor e angústia. Se ele me ajudar a sair da situação de puro sofrimento, ele provavelmente morrerá. Mas se não ajudar, também morrerá (sina). Ele é meu inimigo, mas quer ficar junto a mim. Trazer-me dor é a sua sobrevivência maior do que não trazer-me. A sua sina é morrer; mas antes, é ficar junto do seu eu principal, que sou Eu. Escrevi isso quando eu estava numa situação horrível; me sentia repartida em duas e não sabia qual é que atuava na realidade. Aí senti-me como que escrevendo o que a minha alma (a parte que me quer bem) se sentia.
Beleza, por hoje é só.
=)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O rapaz do chapéu preto

O rapaz do chapéu preto
Pois eu sempre vou ter algo bonito a dizer...

Eu te amo, eu te amo, eu te amo, rei das marés salgadas
que cobrem o meu olhar
e me fazem refletir, dentro de mim,
assim...
Ó rapaz das cruzes vermelhas
do chapéu preto e da rapariga cinzenta
me faz amar como um pilão
com flor amarela
como se diz o céu azul...
Oh homem das cinzas,
dos grilhões da caverna
da escuridão das amebas
me faz amar o teus tímpanos
e me faz navegar sobre teu peito
como se fosse em nuvens de chuva...
Ame-me como se eu fosse
a mais bela flor do jardim
menos a rosa mais vermelha (que é venenosa)
e então me faça como o próprio jardim
gigante e cheio de graça...
Quero escorrer aos escombros
com você
mas não quero morrer no poço
em que nada se vê
eu quero subir as escadas do céu
e dizer sim à mim
a teu chapéu e teu paletó
e a ti...
me ame e não me despreze
pois eu posso te fazer melhor
me ame e me conserve
como uma pílula de concepção
me entregue mas não me deixe
à mercê da mais pura dor...
Apenas me aceite
assim como sou
pois nem as paredes de meu quarto
se acostumaram com tamanha
estranheza
feiura
e erro
em uma pessa só.
Eu quero ser alguém
assim como você
que me faça entender
o que é ser e o que é ter
o que é deixar e o que é desprezar
o que ser quer ter
o que se quer amar
e o que é amar...
me diga, rapaz da escuridão
que camiseta vai vestir hoje
e que filme vai assistir
porque quero estar aí
para tirá-la e pendurá-la
nas nuvens
e me jogar ao sofá da sala
junto a um monstro estranho
que é lindo por natureza... *

* Talvez tudo isso não tenha sentido, mas foi o que escrevi durante um belo dia, em que nada poderia me atormentar... Afinal, quem será o tal "rapaz do chapéu preto", no qual se viu existir em meus tontos versos?