Acabei de ver o vídeo da menina que se matou,
Amanda Todd, devido a um fato que poderia ter acontecido com qualquer um
em sua pré-adolescência.
No começo pensei "que menina idiota, se
matou só pq divulgaram a foto de seus seios na internet". Mas com o
vídeo, percebi que não é só isso. Existiu muita coisa envolvida nesta
história.
Por não ter maturidade, mostrou os seios na internet, seilá, pode ter
sido por qualquer motivo besta, o homem poderia ter a influenciado,
sensibilizado, implorado. Pra quem é do sexo feminino, sabe que isso é
muito provável acontecer, já aconteceu comigo. Pessoas falando o tempo
todo "mostre o seu corpo", e você, como quem não conhece nada da vida,
pode cometer um grande erro (que ainda bem não foi o meu caso, apesar de
idiotas como esse cara na história de Amanda terem aparecido na minha).
Por causa de algo particular, apenas segundos mostrando o corpo,
perdeu a sua vida, pois isso foi um efeito dominó. O cara divulgou na
internet, todos os seus amigos e amigas descobriram, e a desprezaram.
Acharam-na ridícula, puta, vulgar, idiota. Mas o que esperar isso de uma
"criança"? Perdeu seus amigos, seu respeito, sua dignidade fazendo um
pequeno ano idiota, ao qual ela não iria ganhar nada.
Sofrendo,
carente, sem amigos, com depressão e ansiedade, utilizando drogas e
alcoól, surge um garoto que diz gostar dela, e ela inocente (só pq
mostrou os seios não quer dizer que não seja inocente), acreditou, e ele
traiu com ela, já que tinha namorada (mais um idiota na escola). Afim
somente de sexo e prazer, ela se fode mais uma vez. Com esperanças de
que poderia recomeçar, ficou com ele, mas o povo do colégio descobriu, e
sua vida caiu.
Um fato muito parecido acontecera comigo também, por isso consigo compreender mesmo brevemente a situação dessa moça.
Cara, ESPERANÇA é tudo.
Ninguém nunca te dá valor. Todo mundo te humilha. Sofre bullying. É a idiota da escola, o saco de pancadas.
E aí um qualquer chega e diz que quer ficar com você.
Os olhos brilham: poxa, alguém gosta de mim!
Perae, não é bem assim. E de fato isso se comprovou, comigo e com ela.
Pessoas só querem se aproveitar, terem certos momentos com você, e
pronto, nada mais. Pensar que apenas um momento pode construir um
sentimento, como aconteceu comigo, mas isso é irreal, pois não é
recíproco.
Enfim, mais uma vez ela se fodeu. Tentou se matar várias
vezes, sendo ridicularizada pela internet, ex-amigos marcando-a no
facebook sobre venenos, morte, dizendo "tente um veneno novo, tente se
matar outra vez, espero que dessa vez consiga", "espero que ela morra"
"ela não merece viver". Tantas opiniões daqueles que lhe eram seus
amigos dá nisso, na maioria das vezes. Suícidio.
Ninguém te quer por perto.
NINGUÉM.
Por que viver, então?
Ficar no quarto trancada.
Sozinha.
Chorando.
Sofrendo.
Sua vida foi perdida por causa de um ato pequeno.
Um ato que foi visto por alguém de má fé. Alguém que não tem boa vontade para com os outros.
Sua vida foi destruída.
O que resta é a morte.
Ou reconstruir.
Mas como ela já tinha tentado isso, se matou.
Onde estão os pais nessa hora, eu me pergunto?
O que eles fizeram esse tempo todo? Será que sabiam?
Ou melhor, será que tinham uma boa relação com sua filha? Se a relação
foi boa, era possível que ela tivesse contado os problemas.
Parece que não houve interferência dos pais, PARECE.
Pra que serve pais, então? Só pra pagar as contas, dar brinquedos, lar e comida?
É claro que não...
Compreensão, comunicação, fidelidade, confiança, e principalmente AMOR. AMOR RECÍPROCO.
Era isso que essa menina precisava.
Choro por dentro, por ela.
Eu poderia ter acabado com algo parecido hj em dia.
Sofri coisas horríveis.
Mas eu tinha esperança de viver. Eu QUERIA viver. Me fudi, é claro, mas
hoje estou de pé. Tantos quantos conheço que estão de pé também! Não
sei se é melhor viver ou morrer, mas por ora aproveito aquilo que está
ao meu alcance nesta terra. Quando eu morrer, aproveitarei do outro lado
- se é que tem algo pra se aproveitar, só vou saber quando eu morrer.
Eu sei que ninguém vai ler isso.
Mas eu choro por vc, Amanda. Vc serve de exemplo para os próximos que
vierem e se intrometerem nessa faca de dois gumes que se chama
"internet". Vc é um exemplo. Se matou. Mas não por isso. Você fez uma
escolha difícil. Mas escolheu por si própria, apesar das influências e
pensamentos dos seus amigos falsos. É claro, eles te impulsionaram a
fazer isso. Mas quem fez o ato foi você, não foi? Não foi eles que
fizeram por você. Eles não te mataram. Foi você que fez. Assim como
poderia ter seguido.
É uma escolha difícil. Admiro outros, por
exemplo Kurt, por ter feito o mesmo. Pois é algo totalmente pessoal. Mas
isso magoa pessoas. Tortura. Eu morreria se alguém que amo morresse.
Mas ele escolheu isso - e não sei se posso dizer que eu deveria ser mais
importante que sua vida, que deveria viver por mim, porque eu te amo.
NÃO! VIVA POR VOCÊ, ASSIM COMO MORRA POR VOCÊ TAMBÉM. NÃO FAÇA ALGO QUE
NÃO QUER PELOS OUTROS. AINDA MAIS SE ISSO TRATA DA SUA VIDA NESTA TERRA,
OU EM OUTRA (A PÓS-VIDA, SE EXISTIR).
Adeus, Amanda, espero que esteja num lugar melhor!
Ou como diria Sócrates, não é preciso ter medo da morte, pq ela é o
encontro de nossas almas com a verdade, seja ela qual for. Se descobriu a
verdade, parabéns, se não descobriu, a escolha foi sua, pode ser que
ainda a encontre.
Karolyni
*primeira postagem minha no blog com meu nome, minha personalidade cotidiana, meu eu mundano, nada a ver com meus sentimentalismos e mundo subjetivo. Esta é apenas minha opinião, meu pensamento objetivo sobre o assunto, e não subjetivo.
"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Desejo de mudar, ou mudança.
Não
me comove tanto assim outrem dizer algo mal para mim, apenas me toca
como significado de mudança. Não é obrigação minha e muito menos dele de
mudar, mas pela evolução de meu eu, faço-o, quando necessário. Pode
dizer, sim, se quiser, que me influencio pelos outros, até mesmo pelos
de menor porte. Querendo ou não, eles me afetam. Influenciando ou não,
não me importa. O que quero ser - ou o que sou - não deve tocar o campo
de alguém exterior. Máximo talvez não seja a palavra certa, mas é isso o
que e onde eu pretendo "chegar". (Por favor não diga "Ou não"!)
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Eu vivo
Eu vivo, meu vivo, tive que abrir mão de certas coisas, fazer certas decisões difícieis, que acarretariam um suposto sofrimento à frente. Eu aguentei. Eu aguento. Tudo parece bem menos pior quando na prática, e no pensamento parece terrível. Não tive ainda uma experiência que provasse ao contrário. Bem, o pensamento da causa de algo causa medo; é uma espécie de defesa mental (corporal e sentimental), mas me sinto bem.
Me sinto bem. Tive sonhos. Como sempre. Sentidos, expressões, metáforas. Eu ainda tenho medo de seguir em frente - mas enquanto penso nisso, estou seguindo. Eu sou feliz como sou, ou ao menos tento. Eu sei que sou. Mas meu erro é sempre querer ir além. Se há algo que eu posso ir além, se há algo pelo qual eu posso me sentir melhor - como ato e potência -, eu acabo me sentindo desvalorizada e incapacitada, e ainda, infeliz, só porque há algo que traga mais felicidade e está logo a frente. Oras, é apenas eu andar. A experiência traz o conhecimento, traz a felicidade em seus vários níveis... Cada nível aumenta a felicidade... Não tenho que me sentir menosprezada por meu próprio eu ou poder só porque estou num tal nível, e não num outro avançado...
Cada coisa tem seu tempo, eu aprendi. Meu coração bate forte, impaciente. Eu sei que vai chegar, eu sei que vai chegar. Vou atingir os próximos níveis, só preciso ter calma, só preciso ter calma e curtir o nível em que estou.
Meus filmes prediletos, minhas manias infantis, meu modo devagar de falar, meu jeito intrínseco de ser, não me abrir e esperar. Paciência e impaciência. A impaciência também tem seus direitos!! Só quero o meu bem, e o teu bem. Sim, fico impaciente na maioria das vezes. Sim, às vezes eu não quero coisas que sempre penso ou sempre estou a querer. Sim, eu sinto sono quando estou perto de alguém que eu gosto. Sim, eu tenho vergonha de tocar perto de pessoas que eu gosto. "Falta o tempo pra cumprir", eu disse. E falta mesmo. Está perto, eu sei, está perto, meu amor.
O progresso é uma cobra, tenho que ter cuidado com ele. Mas no fim, será maravilhoso.
Kristen Bloodyred.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Culpada e inocente (I)
E ah, se eu fizesse, eu quebraria todos os tabus, todos os complexos da vida, toda essa minha angústia e desprazer, esse tal destino ao qual eu mesma - a culpada, e inocente, ao mesmo tempo - preguei.
Noite na taverna (I)
Mas
que a razão machuca, isso é um fato, só não sei se é um fato ela estar
ausente quando a emoção se faz presente, é isso mesmo senhor Jonhannes?
Não, você esteve errado meu caro, o amor é uma reflexão da razão,
difícil momento viver ambas as coisas quando estamos destinados até a
morte neste corpo infectado de raízes de má vontade, de obssessão e
volúpia; só quando a morte chegar, meu caro, que terei plena consciência
e sentimento deste meu amor por outrem!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Angústia do pudor.
"[...] é tão monstruosamente equívoca a angústia do pudor. Sem que se note qualquer desejo sexual, existe, contudo, um susto, e de que coisa? De nada. Entretanto, pode morrer-se de vergonha e um pudor ferido constitui a mais funda das dores, visto que aparece, entre todas as outras, como a mais carente de explicação. Desse modo, a angústia do pudor pode surgir por si só.
[...] Ora, a angústia, assim como se coloca no pudor, deve estar presente em qualquer prazer erótico, ainda que, de modo algum, tal prazer seja um pecado. [...] Mesmo quando o erotismo se exprima com inteira pureza, toda a moralidade, toda a beleza possíveis, sem que o perturbe em sua alegria qualquer meditação libertina, nem por isso a angústia ficará ausente, não como produtor de perturbação, porém como parte integrante.
[...] Em todo caso, está mais ou menos certo que os poetas jamais descrevem o amor, por mais pureza e inocência que exista em seu quadro sem que aí coloquem a angústia.
[...] Entretanto, quanto mais angústia existir, mais sensualidade existirá.
[...] Exatamente pelo fato de a sensualidade definir-se aqui como um mais, a angústia espiritual, ao assumir o espírito, torna-se angústia maior. O auge agora é esta conclusão terrível: a angústia do pecado produz o pecado."
Pode ser que ninguém entenda nada, mas basta o que senti e ao que interpretei ao ler tais textos. Em todo caso, ele descreveu a sua vida, e a minha, ao mesmo tempo. Obrigado pelos esclarecimentos, eu precisava disso, e mostrou-me o caminho logo agora, logo agora que eu mais carecia de explicações. A angústia sempre esteve em mim, e nunca havia entendido. Tua obra me faz transformar o meu eu, e entendê-lo melhor. Agora entendo porque fiz tanta coisa, sem ao menos saber o que estava fazendo. Sabia que tinha que fazer; e agora, tu me apareces, com tua novidade de 1844 em 2011. Pois bem, entendo hoje os atos antigos, e ei de explicá-los aos seres que, inconformados e sofridos, me esperaram até hoje. Por ti, a mim, e a ti.
[...] Ora, a angústia, assim como se coloca no pudor, deve estar presente em qualquer prazer erótico, ainda que, de modo algum, tal prazer seja um pecado. [...] Mesmo quando o erotismo se exprima com inteira pureza, toda a moralidade, toda a beleza possíveis, sem que o perturbe em sua alegria qualquer meditação libertina, nem por isso a angústia ficará ausente, não como produtor de perturbação, porém como parte integrante.
[...] Em todo caso, está mais ou menos certo que os poetas jamais descrevem o amor, por mais pureza e inocência que exista em seu quadro sem que aí coloquem a angústia.
[...] Entretanto, quanto mais angústia existir, mais sensualidade existirá.
[...] Exatamente pelo fato de a sensualidade definir-se aqui como um mais, a angústia espiritual, ao assumir o espírito, torna-se angústia maior. O auge agora é esta conclusão terrível: a angústia do pecado produz o pecado."
Fabulosamente, Kierkegaard.
O Conceito de Angústia.
O Conceito de Angústia.
Pode ser que ninguém entenda nada, mas basta o que senti e ao que interpretei ao ler tais textos. Em todo caso, ele descreveu a sua vida, e a minha, ao mesmo tempo. Obrigado pelos esclarecimentos, eu precisava disso, e mostrou-me o caminho logo agora, logo agora que eu mais carecia de explicações. A angústia sempre esteve em mim, e nunca havia entendido. Tua obra me faz transformar o meu eu, e entendê-lo melhor. Agora entendo porque fiz tanta coisa, sem ao menos saber o que estava fazendo. Sabia que tinha que fazer; e agora, tu me apareces, com tua novidade de 1844 em 2011. Pois bem, entendo hoje os atos antigos, e ei de explicá-los aos seres que, inconformados e sofridos, me esperaram até hoje. Por ti, a mim, e a ti.
terça-feira, 29 de março de 2011
Once.
[...] o silêncio que observa na hora da confidência requer sedução e volúpia a fim de que os segredos possam ter satisfação em mostrar a cabeça e murmurar entre si naquela tranqüilidade artificial e segura em que se consideram desapercebidos, do mesmo modo precisará igualmente de uma primitividade de alma que lhe permita criar de repente uma totalidade, uma regra, com o que, no indivíduo, é sempre tão parcial e intermitente.
... Aquele que desejar, assim, observar uma paixão, deve, primeiramente, escolher bem o seu homem; depois, precisa ficar quieto, discreto, sem se dar a perceber, para furtar-lhe o seu segredo; finalmente, precisará exercitar-se naquilo que acabou de achar, até estar capacitado a mistificá-lo. Então, chega o instante de fingir a paixão e de comparecer diante dele em toda a grandeza sobrenatural de tal paixão.
Kierkegaard, em ti.
... Aquele que desejar, assim, observar uma paixão, deve, primeiramente, escolher bem o seu homem; depois, precisa ficar quieto, discreto, sem se dar a perceber, para furtar-lhe o seu segredo; finalmente, precisará exercitar-se naquilo que acabou de achar, até estar capacitado a mistificá-lo. Então, chega o instante de fingir a paixão e de comparecer diante dele em toda a grandeza sobrenatural de tal paixão.
Kierkegaard, em ti.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Vigilius Haufniensis
Não ignora-te, pois és o teu eu; e o
teu eu é o mesmo que possuo em mim.
Não há como gostar de ti sem gostar-me;
seria ironia dizê-lo que sim.
Nunca conheci melhor eu dentro de mim
do que você; você, este eu que se depara
todos os dias no espelho em busca do que és.
Não precisa ir tão fundo assim, pois a resposta que procuras está bem na sua
frente: eu.
teu eu é o mesmo que possuo em mim.
Não há como gostar de ti sem gostar-me;
seria ironia dizê-lo que sim.
Nunca conheci melhor eu dentro de mim
do que você; você, este eu que se depara
todos os dias no espelho em busca do que és.
Não precisa ir tão fundo assim, pois a resposta que procuras está bem na sua
frente: eu.
M. K.
... o quão de inocência cabe na tua palma da mão? E o quanto de angústia nos pés? E a que tipo de quereres no coração...Tu és a folha seca depois do verão, e a árvore intacta no deserto.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
"Tenho desejo de mim mesma"
Eu acordo, a um horário não tão cedo, mas nem tão tarde, e começo a perceber o dia. Espero pombas pretas passarem no céu azul, para que me animem ao meu levantar. Às vezes fico com sono e tento destrair-me com Gabriel Márquez García. Eu sabia que precisava ler mais um livro dele, talvez para descobrir o quão sou esteta e asceta ao mesmo tempo. Bem, vamos lá.
Mais filmes assistidos, mais livros lidos, mais Kierkegaard's na minha mente, mais Sócrates e menos Aristóteles. Talvez Aristóteles um pouco mais, pois preciso estudar esse filho da mãe que segundo Muy Bem, falava mal das mulheres mas as tratava bem. O que eu duvido. Dessa vez fui de 500 dias com ela, pra tentar viajar um pouco mais na viagem do amor. Procuro escritos que me façam perceber que isso existe. E me identifiquei com esse filme, pois tratava de um assunto muito próximo ao qual eu estou em busca. É uma busca longa e pesada, além de muito cansativa. Alguém me estimulou a fazer tal procura, e está sendo ótimo pra mim. O que já não era a tempos, como 2005.
Eu desejo saber sobre mim, e sobre os outros. Os outros, ou a mim, que deve(m) ser meu ponto de partida? Sei que necessito de alguém para me estudar, pois como já dizia o maldito Aristóteles, "o homem é um animal político", ou seja, tem precisão de agrupar-se para conhecer a si e aos outros. Porque quero saber sobre mim? Porque necessito desta fase, deste processo? É tão complicado essa resposta, que talvez livros possam responder. Estou tão vidrada em temas como o existencialismo, o medo, a dor e o prazer que não me desgrudo mais de meu próprio eu, praticamente. É claro que não converso comigo mesma. Quer dizer, às vezes. Tá bom, eu admito, sempre falo comigo. Ou ao menos tento. Eu quero ser alguém. Quero dizer palavras aos outros. Quero que aceitem as minhas palavras, como também quero aceitá-las. Mas é difícil, mui difícil. Sou ainda um animalzinho. Uma criança. Que está atrás do que não é verossímil, mas plenamente verdadeiro, e que ainda me diga porque estou aqui. E porque existo, ou pra quem existo. Se é que existo para alguém.
Fico pensando muitas vezes, porque existo? Se estou aqui, é porque tenho algo a fazer, ou então, algo a mostrar com minha vida e minha morte. Devo ser moral de algo. Como também devo ter a moral de alguém. Conhecendo o meu ser e a meu espírito, só assim saberei porque estou aqui e qual é o valor ou significado de minha existência... Que Kierkegaard esteja certo. Ou Sócrates, minhas duas paixões. Ou melhor, meus dois amores, pelo qual encontrei uma das razões que preciso estar ainda aqui neste mundo de prazeres e desprazeres. Sinto vontade de chorar quando me lembro do filme de Sócrates, ou da obra de arte que pintaram dele quando vi num artigo que se chama "Suicídio entre filósofos". Mas vale dizer que Sócrates não se suicidou, embora muitos pensadores o achassem. Ele agora contempla a verdade, ou está me esperando para que eu contemple com ele... Bobo, não?
Junto à existência dos outros, eu me encontro em um ponto existencial, junto a essas outras pessoas. Elas me auxiliam, de certa forma, na minha busca de si mesmo.
"Pode uma pessoa ler livros incontáveis, assistir a conferências altamente intelectuais, cumular vastos cabedais de ilustração; mas se não souber penetrar em si mesma, para descobrir a verdade, para compreender o processo total da mente, os seus esforços, por certo, só gaverão de torná-la mais superficial ainda". Krishnamurti . Mais além ainda: "Estou apenas a ser como um espelho da vossa vida, no qual podeis ver-vos como sois. Depois, podeis deitar fora o espelho; o espelho não é importante." Krishnamurti. O que ele quis dizer é que ele está sendo um instrumento para que possamos, ou melhor, para que eu possa descobrir o meu eu. É essa a função do outro, ele te ajuda a encontrar o que há dentro de si, para depois deixar de utilizar o outro dessa forma quando acabar o seu uso. Mas amigos não servem somente para isso; este é apenas uma de suas utilidades, embora tenha várias outras.
Esta é a mensagem que deixo a todos.
Mais filmes assistidos, mais livros lidos, mais Kierkegaard's na minha mente, mais Sócrates e menos Aristóteles. Talvez Aristóteles um pouco mais, pois preciso estudar esse filho da mãe que segundo Muy Bem, falava mal das mulheres mas as tratava bem. O que eu duvido. Dessa vez fui de 500 dias com ela, pra tentar viajar um pouco mais na viagem do amor. Procuro escritos que me façam perceber que isso existe. E me identifiquei com esse filme, pois tratava de um assunto muito próximo ao qual eu estou em busca. É uma busca longa e pesada, além de muito cansativa. Alguém me estimulou a fazer tal procura, e está sendo ótimo pra mim. O que já não era a tempos, como 2005.
Eu desejo saber sobre mim, e sobre os outros. Os outros, ou a mim, que deve(m) ser meu ponto de partida? Sei que necessito de alguém para me estudar, pois como já dizia o maldito Aristóteles, "o homem é um animal político", ou seja, tem precisão de agrupar-se para conhecer a si e aos outros. Porque quero saber sobre mim? Porque necessito desta fase, deste processo? É tão complicado essa resposta, que talvez livros possam responder. Estou tão vidrada em temas como o existencialismo, o medo, a dor e o prazer que não me desgrudo mais de meu próprio eu, praticamente. É claro que não converso comigo mesma. Quer dizer, às vezes. Tá bom, eu admito, sempre falo comigo. Ou ao menos tento. Eu quero ser alguém. Quero dizer palavras aos outros. Quero que aceitem as minhas palavras, como também quero aceitá-las. Mas é difícil, mui difícil. Sou ainda um animalzinho. Uma criança. Que está atrás do que não é verossímil, mas plenamente verdadeiro, e que ainda me diga porque estou aqui. E porque existo, ou pra quem existo. Se é que existo para alguém.
Fico pensando muitas vezes, porque existo? Se estou aqui, é porque tenho algo a fazer, ou então, algo a mostrar com minha vida e minha morte. Devo ser moral de algo. Como também devo ter a moral de alguém. Conhecendo o meu ser e a meu espírito, só assim saberei porque estou aqui e qual é o valor ou significado de minha existência... Que Kierkegaard esteja certo. Ou Sócrates, minhas duas paixões. Ou melhor, meus dois amores, pelo qual encontrei uma das razões que preciso estar ainda aqui neste mundo de prazeres e desprazeres. Sinto vontade de chorar quando me lembro do filme de Sócrates, ou da obra de arte que pintaram dele quando vi num artigo que se chama "Suicídio entre filósofos". Mas vale dizer que Sócrates não se suicidou, embora muitos pensadores o achassem. Ele agora contempla a verdade, ou está me esperando para que eu contemple com ele... Bobo, não?
Junto à existência dos outros, eu me encontro em um ponto existencial, junto a essas outras pessoas. Elas me auxiliam, de certa forma, na minha busca de si mesmo.
"Pode uma pessoa ler livros incontáveis, assistir a conferências altamente intelectuais, cumular vastos cabedais de ilustração; mas se não souber penetrar em si mesma, para descobrir a verdade, para compreender o processo total da mente, os seus esforços, por certo, só gaverão de torná-la mais superficial ainda". Krishnamurti . Mais além ainda: "Estou apenas a ser como um espelho da vossa vida, no qual podeis ver-vos como sois. Depois, podeis deitar fora o espelho; o espelho não é importante." Krishnamurti. O que ele quis dizer é que ele está sendo um instrumento para que possamos, ou melhor, para que eu possa descobrir o meu eu. É essa a função do outro, ele te ajuda a encontrar o que há dentro de si, para depois deixar de utilizar o outro dessa forma quando acabar o seu uso. Mas amigos não servem somente para isso; este é apenas uma de suas utilidades, embora tenha várias outras.
Esta é a mensagem que deixo a todos.
Marriane.
sábado, 28 de agosto de 2010
Declarações de um sentimento imanente
... Pois creio que é algo que eu não deveria fazer. Mas eu sinto tanta vontade... Será que, fazendo isso, eu estaria sendo egoísta? Eu estaria pensando só no meu bem, em vez de pensar numa distante relação que possuo com outra coisa que me faz bem; mas esse é o x da questão. Está longe, e eu não aguento por muito tempo ficar longe do riso, do toque, do prazer. Está justamente certo? Devo realizer o que meu "eu quer", ou devo identificar-me, especificar-me, ser propriamente "eu"? Mas não será tudo isso a mesma coisa? E como é que eu vou saber? Por que preciso saber de tudo? Por que sinto tanta vontade em saber? Por que tenho tanto cuidado? por que eu ajo pouco? Por que, quando eu ajo, eu quebro a cara; me abandonam? Não consigo ficar sozinha, embora muitas vezes um de meus maiores desejos é poder estar; mas às vezes penso como é bom depender de alguém, que possa cuidar de mim; porém, às vezes isso me destrói. Dependendo de alguém, fico bem perto de ser chutada, e ao mesmo tempo de não o ser; vai depender se é um esqueleto que irá me acolher (talvez um esqueleto rei?). Eu sinto tanto, eu sinto tanto, eu sinto tanto. Eu sou sensível! E sou infantil, maldito! Como posso afirmar algo de mim se me apaixono pelo nada? Mas o nada é alguma coisa! Será tudo? Tanta coisa se passa nessa minha cabeça, e eu não sei o que fazer. O que vou fazer da vida? Devo agir, mais uma vez, e morrer logo? Devo agir, e procurar renascer? Devo ficar parada, e morrer? Ou não devo agir, e procurar renascer? [mas renascer de que forma, se ficarei parada?] Esse é o x da questão.
Que alguma palavra seja dada! Que Hades me dê uma vida voltada para seus princípios! Que eu entenda o porquê da morte! Que eu morra, e eu fique feliz por ter vivido de alguma forma... pois não aguento chorar e vomitar dores pela morte de outrem!
Que alguma palavra seja dada! Que Hades me dê uma vida voltada para seus princípios! Que eu entenda o porquê da morte! Que eu morra, e eu fique feliz por ter vivido de alguma forma... pois não aguento chorar e vomitar dores pela morte de outrem!
Marriane.
Devo me entregar à loucura? À noite, às pernas belas, aos cabelos despenteados, ao sujo e liberto, aos rabiscos e sentimentos, aos quartos, às tintas e ao sofá? Quanto de caneta preciso p/ que não me deixe no meio da estrada? Por que me atraio ao cruel, ao nu, ao sensual, se ao mesmo tempo, desde a minha infância, me apavoro disso? "E quem irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?" Pois vago pelos corredores em busca de alguém que me ajude a responder a todas as minhas perguntas... Olhos grandes, belas pernas, liberdade, música, sono, talvez (ou não) sexo, até drogas, geladeira vazia, gatos, sujeira, pinturas, tintas, água, afinador, TV-rádio, pc inútil, sofá improvisado, pé de maconha, quarto dividido, flanela chadrez, grande estilo, bebidas, estudo, companhia, muitas pessoas e muitos amigos, cachorros, panos, plantas, garagem sem carro, artesanato, empirismo, pouca fé no mundo, talvez? [Você me atrai de uma forma, que eu não posso negá-lo totalmente. Por que você me atrai?]
Que astronômico! Muitos saem da realidade e passam a viajar, dentro e fora de si mesmos, e muitas vezes desses momentos eu não consigo entender! Seria bom poder entender a realidade dos outros, quem sabe assim, descobrindo o alheio, eu não me entenda, e passe a descobrir quem eu sou.
O lixo! Tantos pensamentos que poderiam ser deletados, indo para uma lixeira mental. E tantos outros que poderiam ser reciclados, que melhorariam muito a minha vida. Mas como fazer essa seleção? Com que critério jogarei alguns pensamentos e reutilizarei outros? Preciso de ar! E de tempo! Ou melhor, preciso de vida. "O que você faria se você tivesse uma vida"? Esse texto deveria ser resgatado. Não aguento mais café, preciso fazer outra coisa. Mas o quê? Com o que posso viver a minha vida? Talvez café.
Devo me entregar à loucura? À noite, às pernas belas, aos cabelos despenteados, ao sujo e liberto, aos rabiscos e sentimentos, aos quartos, às tintas e ao sofá? Quanto de caneta preciso p/ que não me deixe no meio da estrada? Por que me atraio ao cruel, ao nu, ao sensual, se ao mesmo tempo, desde a minha infância, me apavoro disso? "E quem irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?" Pois vago pelos corredores em busca de alguém que me ajude a responder a todas as minhas perguntas... Olhos grandes, belas pernas, liberdade, música, sono, talvez (ou não) sexo, até drogas, geladeira vazia, gatos, sujeira, pinturas, tintas, água, afinador, TV-rádio, pc inútil, sofá improvisado, pé de maconha, quarto dividido, flanela chadrez, grande estilo, bebidas, estudo, companhia, muitas pessoas e muitos amigos, cachorros, panos, plantas, garagem sem carro, artesanato, empirismo, pouca fé no mundo, talvez? [Você me atrai de uma forma, que eu não posso negá-lo totalmente. Por que você me atrai?]
Que astronômico! Muitos saem da realidade e passam a viajar, dentro e fora de si mesmos, e muitas vezes desses momentos eu não consigo entender! Seria bom poder entender a realidade dos outros, quem sabe assim, descobrindo o alheio, eu não me entenda, e passe a descobrir quem eu sou.
O lixo! Tantos pensamentos que poderiam ser deletados, indo para uma lixeira mental. E tantos outros que poderiam ser reciclados, que melhorariam muito a minha vida. Mas como fazer essa seleção? Com que critério jogarei alguns pensamentos e reutilizarei outros? Preciso de ar! E de tempo! Ou melhor, preciso de vida. "O que você faria se você tivesse uma vida"? Esse texto deveria ser resgatado. Não aguento mais café, preciso fazer outra coisa. Mas o quê? Com o que posso viver a minha vida? Talvez café.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Um pouco de Kant: Aufklarüng

Que é Esclarecimento? Ou melhor, o que é esse tal de Aufklarüng? Segundo Kant, "é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado". Menoridade, nesse sentido, é o não-uso do pensamento próprio; é o "relaxamento" quanto ao autoconhecimento ou o conhecimento do mundo. Não apenas ao conhecimento, mas às próprias ações do homem, seja qual sentido for. O homem se acha incapaz de fazer uso de seu próprio entendimento; sempre ele precisa de alguém para direcioná-lo. Ele se torna culpado pois não possui "coragem e decisão de servir-se a si mesmo sem a direção de outrem."
O homem é covarde por não atender ao seu próprio eu, e assim faz utilidade de outras pessoas para realizarem as tarefas que ele mesmo deveria realizar. O homem não é íntimo de si mesmo. Ele está separado de seu eu: isso concerne a sua falta de decisão. Então, preguiça e covardia fazem com que as pessoas continuem "menores" por toda vida. Pois é cômodo ser menor. É tão fácil ser menor; não preciso me esforçar para nada, pois sempre tenho alguém para fazer por mim.
E quando surge um pequeno desejo de passagem para o Esclarecimento - que não é plena essa passagem -, as pessoas consideram difícil essa transformação para a maioridade; e além do mais, a consideram perigosa. Pensar por si próprio, libertar-se é perigoso. É dificil desvencilhar-se da menoridade pois se tornou quase uma natureza. Para elas, é natural que alguém me dirija. Criou até um certo amor por ela, o que deixou-as incapazes de utilizarem seu próprio entendimento - pois, afinal, nunca tentaram mudar. "Ora, na verdade esse perigo não é tão grande, pois aprenderiam muito bem andar finalmente, depois de algumas quedas".
"Quem deles [dos indivíduos em estado de menoridade] se livrasse só seria capaz de dar um salto inseguro mesmo sobre o mais estreito fosso, porque não está habituado a este movimento livre. Por isso são muito poucos aqueles que conseguiram, pela transformação do próprio espírito, emergir da menoridade e empreeder então uma marcha segura". Esse trecho diz tudo em relação aos homens que tentam enfim se livrar dos grilhões desse estado de pequenez: caso conseguissem sair dessa situação, o salto seria tão inseguro pois este não está acostumado a viver livre, indepentende. Por isso consideramos difícil essa passagem, pois ela exige esforço; e quando conseguimos ser "maiores", não acabou. Precisamos seguir em frente; pois o Esclarecimento não é uma fase. É um processo: nunca chegaremos a estar plenamente esclarecidos, pois o esclarecimento se dá em nós como um processo, como uma transformação constante.
O indivíduo chega até a criar um amor pela menoridade, pois ele não exerce força alguma. Decidem ter amor por ela, mas ela trará incapacidade do indivíduo de realizar as coisas a sua maneira (a pessoalidade e instrução de viver sem dependência de tutela).
"Para este esclarecimento, porém nada mais se exige senão liberdade". Ou seja, o Auflkarung pode ser sinônimo de liberdade. E pode-se chamar de liberdade o uso público de sua razão. "O oficial diz: Não raciocineis, mas exercitai-vos! O financista exclama: Não raciocineis, mas pagai! O sacerdote proclama: não raciocieis, mas crede! (Um único senhor no mundo diz [que acho que é Deus]: raciocinai, tanto quato quiserders, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!)". Isso é uma limitação da liberdade. O uso público deve ser live, e é ele quem pode realizar o esclarecimento. O uso privado da razão anda por limites; porém, ele não impede o esclarecimento. Uso público se entende por aquele, enquanto sábio, trabalha com a razão e faz dela a palavra diante de um público.
Em relação aos trabalhos que existem numa sociedade, nem todos pode-se agir como um sábio. Alguns membros de uma sociedade - certos trabalhadores - devem comportar-se de maneira passiva. Essa é uma prova de que eles não podem fazer uso de seu entendimento em pleno trabalho, como um sacaerdote está obrigado a fazer seu sermão sem questioná-lo. Contudo, isso não impede-o de fazer observações sobre os erros da Igreja, falhas com o que se relacionam com ela ou algo do tipo. Talvez ele possa expor essas observações fora da Igreja; mas dentro, ele seria punido por tais ações. Um jeito para de raciocinar em público seria escrever um livro: isso tornaria totalmente público as suas idéias quanto a um determinado assunto. Enquanto sábio, o sacerdote - e outros indivíduos que atuem em outras áreas - tem liberdade total, e até mesmo o dever de tornar público todas as suas idéias - bem intencionadas, é claro - dizendo o que há de errôneo no tal credo, e até dar suposições e prorpor propostas para tornar a Igreja uma melhor instituição para manter a essência da religião.
Para fixar melhor, um outro exemplo: um professor, enquanto faz uso de sua razão no espaço particular, tal se define como uso privado, pois é um uso doméstico. Já como sábio, o professor, por meio de suas obras, pode falar para o verdadeiro público - fora de seu trabalho, pois neste ele atua como um membro passivo de suas idéias -, o que se chama de uso público, que goza de ilimitada liberdade: fazer uso de sua própria razão e falar em seu próprio nome. Pensando assim, introduz-se 2 campos: o campo em que as pessoas se submetem e que devem agir passivamente (uso privado) e o campo livre em que elas têm o direito de tornar público os seus entendimentos (uso público).
"Mas é absolutamente proibido unificar-se em uma constituição religiosa fixa, de que ninguém tenha publicamente o direito de duvidar, [...] e com isso por assim dizer aniquilar um período de tempo na marcha da humanidade do caminho do aperfeiçoamento, e torná-lo ifecundo e prejudicial para a posteridade". Mesmo no domínio da RELIGIÃO, eu tenho que dar espaço à dúvida em função ao Esclarecimento. Não duvidar seria como negar toda capacidade humanaa de aperfeiçoamento, de um caminho melhor para a "bem condução da razão"(Descartes). É preciso usufruir os dotes do homem e não torná-lo inútil perante o seu grande conhecimento. Um homem, claro, pode adiar seu esclarecimento, "mas renunciar a ele, [...] significa ferir e calcar os pés os sagrados direitos da humanidade". Significa ser conservador: não mudar o que está constante, não mudar o que está cômodo. Que é manter a menoridade.
Mais uma parte desse texto afirma que o Esclarecimento é um processo: "vivemos agora em uma época esclarecida? a resposta será: não, vivemos em uma época de esclarecimento". Ainda permanece a tutela; por isso não vivemos numa época esclarecida. O homem precisa evoluir muito para que, na religião, possam ser "capazes de fazer uso seguro e bom de seu próprio entendimento sem serem dirigidos por outrem". "[...]esta é a época de esclarecimento".
Kant luta contra o obscurantismo(sombras na utilidade da razão): é possível o Esclarecimento em todos os âmbitos. Só depende de um ato de coragem. Kant escolheu a religião para falar da tutela pois esta é um grande exemplo de supertutela.


segunda-feira, 5 de abril de 2010
Νάρκισσος, o anti-herói da rebusca do próprio ser
Talvez um nome não muito criativo. Mas o que eu quis expressar aqui não é a plena alusão ao Narcisismo, muito menos mostrar-me como um adepto desse pensamento. Existem vários lados de se ver esse mito, como também o de seu movimento, o Narcisismo. Como Freud dizia, todos nós o possuimos desde o nascimento. Mas não ao extremo: a fase adolescência é muito comum nos acharmos diferenciados dos outros, mas isso não permanece intenso até o resto da vida. Vamos encontrando pessoas perfeitas para nós, e percebemos que não somos nós apenas o Rei do xadrez, ou seja, a "peça-chave" principal, para que tudo nasça ou acabe. Mas ainda não cheguei onde quero chegar.
O termo "a flor de narciso" tem várias objeções e interpretações. Não digo respeito apenas à flor propriamente dita que se chama narciso, ou a flor que ficou a beira da "fonte" que apareceu depois que Narciso morreu, de tanto admirar a imagem refletida da água. O que quero dizer também é que essa flor é única; e nossos serem provêm dela. Ou seja, somos únicos, como a flor que nasceu "de" Narciso. E por sermos únicos, temos relação com o narcisismo: a paixão por si mesmo. Não a paixão esmagadora, cruel, exacerbada; mas aquela leviana admiração por nós mesmos (seautou, transliteração do grego) nos mostra o quanto nos diferenciamos por outros e quanto somos únicos, ou seja, divergentes do resto. Mas como eu disse, esse sentimento é fraco; logo que conhecemos alguém, vemos que não somos os "únicos" (entende a expressão? únicos = especiais, diferentes positivamente) da terra, mas que conhecemos outros tipos de únicos, que é claro, diferente de nós, que acabamos nos interligando - coesão, para Durkheim.
Nunca fui exageradamente narcisista, nem fui tampouco fraca em não ser narcisista. Fui um pouco de cada, ou talvez de nenhum. Então, é mais ou menos isso que eu quis expressar. É claro, não nego, existem outras explicações para este termo. Afinal, todos nós somos únicos (não para nós mesmos, mas também para outros, que é esse o X da questão que mostra a fraqueza do narcisismo quando atingimos a maioridade - que não é bem na linhagem que Kant dizia -, mas no sentido de maturidade mesmo. [É a partir daqui desse conceito que Kant entra - Aufkarung, um dos maiores e melhores conceitos que eu já li nessa vida humana {que por hora já vivi outras que não seja humana}]).
O termo "a flor de narciso" tem várias objeções e interpretações. Não digo respeito apenas à flor propriamente dita que se chama narciso, ou a flor que ficou a beira da "fonte" que apareceu depois que Narciso morreu, de tanto admirar a imagem refletida da água. O que quero dizer também é que essa flor é única; e nossos serem provêm dela. Ou seja, somos únicos, como a flor que nasceu "de" Narciso. E por sermos únicos, temos relação com o narcisismo: a paixão por si mesmo. Não a paixão esmagadora, cruel, exacerbada; mas aquela leviana admiração por nós mesmos (seautou, transliteração do grego) nos mostra o quanto nos diferenciamos por outros e quanto somos únicos, ou seja, divergentes do resto. Mas como eu disse, esse sentimento é fraco; logo que conhecemos alguém, vemos que não somos os "únicos" (entende a expressão? únicos = especiais, diferentes positivamente) da terra, mas que conhecemos outros tipos de únicos, que é claro, diferente de nós, que acabamos nos interligando - coesão, para Durkheim.
Nunca fui exageradamente narcisista, nem fui tampouco fraca em não ser narcisista. Fui um pouco de cada, ou talvez de nenhum. Então, é mais ou menos isso que eu quis expressar. É claro, não nego, existem outras explicações para este termo. Afinal, todos nós somos únicos (não para nós mesmos, mas também para outros, que é esse o X da questão que mostra a fraqueza do narcisismo quando atingimos a maioridade - que não é bem na linhagem que Kant dizia -, mas no sentido de maturidade mesmo. [É a partir daqui desse conceito que Kant entra - Aufkarung, um dos maiores e melhores conceitos que eu já li nessa vida humana {que por hora já vivi outras que não seja humana}]).
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