Acabei de ver o vídeo da menina que se matou,
Amanda Todd, devido a um fato que poderia ter acontecido com qualquer um
em sua pré-adolescência.
No começo pensei "que menina idiota, se
matou só pq divulgaram a foto de seus seios na internet". Mas com o
vídeo, percebi que não é só isso. Existiu muita coisa envolvida nesta
história.
Por não ter maturidade, mostrou os seios na internet, seilá, pode ter
sido por qualquer motivo besta, o homem poderia ter a influenciado,
sensibilizado, implorado. Pra quem é do sexo feminino, sabe que isso é
muito provável acontecer, já aconteceu comigo. Pessoas falando o tempo
todo "mostre o seu corpo", e você, como quem não conhece nada da vida,
pode cometer um grande erro (que ainda bem não foi o meu caso, apesar de
idiotas como esse cara na história de Amanda terem aparecido na minha).
Por causa de algo particular, apenas segundos mostrando o corpo,
perdeu a sua vida, pois isso foi um efeito dominó. O cara divulgou na
internet, todos os seus amigos e amigas descobriram, e a desprezaram.
Acharam-na ridícula, puta, vulgar, idiota. Mas o que esperar isso de uma
"criança"? Perdeu seus amigos, seu respeito, sua dignidade fazendo um
pequeno ano idiota, ao qual ela não iria ganhar nada.
Sofrendo,
carente, sem amigos, com depressão e ansiedade, utilizando drogas e
alcoól, surge um garoto que diz gostar dela, e ela inocente (só pq
mostrou os seios não quer dizer que não seja inocente), acreditou, e ele
traiu com ela, já que tinha namorada (mais um idiota na escola). Afim
somente de sexo e prazer, ela se fode mais uma vez. Com esperanças de
que poderia recomeçar, ficou com ele, mas o povo do colégio descobriu, e
sua vida caiu.
Um fato muito parecido acontecera comigo também, por isso consigo compreender mesmo brevemente a situação dessa moça.
Cara, ESPERANÇA é tudo.
Ninguém nunca te dá valor. Todo mundo te humilha. Sofre bullying. É a idiota da escola, o saco de pancadas.
E aí um qualquer chega e diz que quer ficar com você.
Os olhos brilham: poxa, alguém gosta de mim!
Perae, não é bem assim. E de fato isso se comprovou, comigo e com ela.
Pessoas só querem se aproveitar, terem certos momentos com você, e
pronto, nada mais. Pensar que apenas um momento pode construir um
sentimento, como aconteceu comigo, mas isso é irreal, pois não é
recíproco.
Enfim, mais uma vez ela se fodeu. Tentou se matar várias
vezes, sendo ridicularizada pela internet, ex-amigos marcando-a no
facebook sobre venenos, morte, dizendo "tente um veneno novo, tente se
matar outra vez, espero que dessa vez consiga", "espero que ela morra"
"ela não merece viver". Tantas opiniões daqueles que lhe eram seus
amigos dá nisso, na maioria das vezes. Suícidio.
Ninguém te quer por perto.
NINGUÉM.
Por que viver, então?
Ficar no quarto trancada.
Sozinha.
Chorando.
Sofrendo.
Sua vida foi perdida por causa de um ato pequeno.
Um ato que foi visto por alguém de má fé. Alguém que não tem boa vontade para com os outros.
Sua vida foi destruída.
O que resta é a morte.
Ou reconstruir.
Mas como ela já tinha tentado isso, se matou.
Onde estão os pais nessa hora, eu me pergunto?
O que eles fizeram esse tempo todo? Será que sabiam?
Ou melhor, será que tinham uma boa relação com sua filha? Se a relação
foi boa, era possível que ela tivesse contado os problemas.
Parece que não houve interferência dos pais, PARECE.
Pra que serve pais, então? Só pra pagar as contas, dar brinquedos, lar e comida?
É claro que não...
Compreensão, comunicação, fidelidade, confiança, e principalmente AMOR. AMOR RECÍPROCO.
Era isso que essa menina precisava.
Choro por dentro, por ela.
Eu poderia ter acabado com algo parecido hj em dia.
Sofri coisas horríveis.
Mas eu tinha esperança de viver. Eu QUERIA viver. Me fudi, é claro, mas
hoje estou de pé. Tantos quantos conheço que estão de pé também! Não
sei se é melhor viver ou morrer, mas por ora aproveito aquilo que está
ao meu alcance nesta terra. Quando eu morrer, aproveitarei do outro lado
- se é que tem algo pra se aproveitar, só vou saber quando eu morrer.
Eu sei que ninguém vai ler isso.
Mas eu choro por vc, Amanda. Vc serve de exemplo para os próximos que
vierem e se intrometerem nessa faca de dois gumes que se chama
"internet". Vc é um exemplo. Se matou. Mas não por isso. Você fez uma
escolha difícil. Mas escolheu por si própria, apesar das influências e
pensamentos dos seus amigos falsos. É claro, eles te impulsionaram a
fazer isso. Mas quem fez o ato foi você, não foi? Não foi eles que
fizeram por você. Eles não te mataram. Foi você que fez. Assim como
poderia ter seguido.
É uma escolha difícil. Admiro outros, por
exemplo Kurt, por ter feito o mesmo. Pois é algo totalmente pessoal. Mas
isso magoa pessoas. Tortura. Eu morreria se alguém que amo morresse.
Mas ele escolheu isso - e não sei se posso dizer que eu deveria ser mais
importante que sua vida, que deveria viver por mim, porque eu te amo.
NÃO! VIVA POR VOCÊ, ASSIM COMO MORRA POR VOCÊ TAMBÉM. NÃO FAÇA ALGO QUE
NÃO QUER PELOS OUTROS. AINDA MAIS SE ISSO TRATA DA SUA VIDA NESTA TERRA,
OU EM OUTRA (A PÓS-VIDA, SE EXISTIR).
Adeus, Amanda, espero que esteja num lugar melhor!
Ou como diria Sócrates, não é preciso ter medo da morte, pq ela é o
encontro de nossas almas com a verdade, seja ela qual for. Se descobriu a
verdade, parabéns, se não descobriu, a escolha foi sua, pode ser que
ainda a encontre.
Karolyni
*primeira postagem minha no blog com meu nome, minha personalidade cotidiana, meu eu mundano, nada a ver com meus sentimentalismos e mundo subjetivo. Esta é apenas minha opinião, meu pensamento objetivo sobre o assunto, e não subjetivo.
"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Inveja
Eu queria que fosse eu... Ainda bem que não fui eu... Ah, éh, pq eu sou "eu", e não "você".
K. Bloodyred
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Desejo de mudar, ou mudança.
Não
me comove tanto assim outrem dizer algo mal para mim, apenas me toca
como significado de mudança. Não é obrigação minha e muito menos dele de
mudar, mas pela evolução de meu eu, faço-o, quando necessário. Pode
dizer, sim, se quiser, que me influencio pelos outros, até mesmo pelos
de menor porte. Querendo ou não, eles me afetam. Influenciando ou não,
não me importa. O que quero ser - ou o que sou - não deve tocar o campo
de alguém exterior. Máximo talvez não seja a palavra certa, mas é isso o
que e onde eu pretendo "chegar". (Por favor não diga "Ou não"!)
terça-feira, 29 de maio de 2012
Para além do sempre...
As minhas tristes dores, constantes e inabaláveis. Os meus repugnantes temores, me usurpam, me zelam, me destroem e constroem. As minhas lindas lágrimas, em que tudo parece ser uma tragédia, e que no fim, tudo sempre acaba bem, mesmo quando está tudo fodido. Imagem da imaginação. Ilusão de sentimento, de mente. As minhas lembranças acesas e nunca apagadas, vejo o teu rosto naquele escuro da noite, luzes da lua, temo em nunca mais te ter. Os teus gritos, teus gemidos, tua respiração me acalentando, o ser que és, eu quero-te para depois do sempre, nós celamos isso. A sombra não pode mais me impedir. Ninguém pode nos impedir. Mas falta você, depende de você. Eu te quero aqui, a todo momento, e quando não estás, parece que sim, que tudo existiu, lágrimas não param de descer e de sujar o meu corpo que pede por ti. A vida não acabou. Quero usufruir a vida da maneira que eu desejar, sei que tudo não será satisfatório, mas ao menos vou ter você. Para além do sempre. Não quero ser mais um jogo de luzes e sombras, mas de meu eu e de teu eu, complementares, nunca opostos.
Um ser que ainda se desconhece, pois há pouco tempo nasceu.
Um ser que ainda se desconhece, pois há pouco tempo nasceu.
Us. (II)
Não houve nada no mundo
Que eu tenha desejado mais
Do que sentir você no fundo do meu coração
e não há nada mais
que eu queira desejar
se não você, o teu mundo
aqui, dentro de mim
por todo tempo
que puder existir
e não existir
Kristen Bloodyred
Us.
Eu
já não sei mais o que sentir, tudo parece tão iluminado e resolvido,
como se não houvesse nada mais para ser descoberto ou conhecido. Mas eu
sei que há. Há um mundo inteiro que me espera, e ele se chama você.
E "eu te amo" sempre foi pouco. Sempre será pouco. Porque é você. Você. Eu te amo demais, demais, demais, meu sonho foi realizado, deitar com você em sua cama, estar no seu quarto, uma colcha amarela, a maior intimidade de todas, agora posso morrer.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Um pouco de gastrite mental...
Um silêncio cobre minha alma, as palavras da boca sujam meus pensamentos, a forma do ar ao passar pelos meus ouvidos me acalmam, eu não consigo ouvir os barulhos da vida em sociedade. Tudo que parece, perece para mim. Mais uma ingênua pagã que merece viver nessa névoa de marfim, longe daqueles que sabem falar com a boca. Corte-me com a faca de seu coração e beba meu sangue, para que ele corra nas suas veias. Mate-me, canse-me, me dê o prazer da morte, me dê o prazer da vida, rasgue minha garganta e diga pela última vez que ainda me ama, não preciso mais ouvir os outros. Quero secar e dar vida a seus cabelos, para que fiquem ainda mais grossos, para me enforcarem na frente do espelho, e para que eu possa ver a forma de nosso amor. Ele está além deste vidro e desta imaginação, só preciso fazer com que o mundo pare para poder senti-lo, sem que seja de modo artificial e padronizado por idiotas que se chamam "humanos".
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Eu vivo
Eu vivo, meu vivo, tive que abrir mão de certas coisas, fazer certas decisões difícieis, que acarretariam um suposto sofrimento à frente. Eu aguentei. Eu aguento. Tudo parece bem menos pior quando na prática, e no pensamento parece terrível. Não tive ainda uma experiência que provasse ao contrário. Bem, o pensamento da causa de algo causa medo; é uma espécie de defesa mental (corporal e sentimental), mas me sinto bem.
Me sinto bem. Tive sonhos. Como sempre. Sentidos, expressões, metáforas. Eu ainda tenho medo de seguir em frente - mas enquanto penso nisso, estou seguindo. Eu sou feliz como sou, ou ao menos tento. Eu sei que sou. Mas meu erro é sempre querer ir além. Se há algo que eu posso ir além, se há algo pelo qual eu posso me sentir melhor - como ato e potência -, eu acabo me sentindo desvalorizada e incapacitada, e ainda, infeliz, só porque há algo que traga mais felicidade e está logo a frente. Oras, é apenas eu andar. A experiência traz o conhecimento, traz a felicidade em seus vários níveis... Cada nível aumenta a felicidade... Não tenho que me sentir menosprezada por meu próprio eu ou poder só porque estou num tal nível, e não num outro avançado...
Cada coisa tem seu tempo, eu aprendi. Meu coração bate forte, impaciente. Eu sei que vai chegar, eu sei que vai chegar. Vou atingir os próximos níveis, só preciso ter calma, só preciso ter calma e curtir o nível em que estou.
Meus filmes prediletos, minhas manias infantis, meu modo devagar de falar, meu jeito intrínseco de ser, não me abrir e esperar. Paciência e impaciência. A impaciência também tem seus direitos!! Só quero o meu bem, e o teu bem. Sim, fico impaciente na maioria das vezes. Sim, às vezes eu não quero coisas que sempre penso ou sempre estou a querer. Sim, eu sinto sono quando estou perto de alguém que eu gosto. Sim, eu tenho vergonha de tocar perto de pessoas que eu gosto. "Falta o tempo pra cumprir", eu disse. E falta mesmo. Está perto, eu sei, está perto, meu amor.
O progresso é uma cobra, tenho que ter cuidado com ele. Mas no fim, será maravilhoso.
Kristen Bloodyred.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Ed.
Por
que você não responde às minhas perguntas? Por que não responde aos
meus pensamentos? Eu sei que você ainda está aí, a navegar pelos postes
nas madrugadas escuras, nas névoas impuras, no mais sombrio esvanecer.
Eu só queria ouvir "Eu estou aqui", a tua voz paciente, calma e baixa me
tranquiliza, eu só precisava disso, Ed.
"Eu ainda penso em você, eu
ainda te amo, mas o que será de nós? Seres separados, os postes nos
chamam, "eu preciso de você" ainda é o suficiente, ou só foi uma pequena
loucura da janela? Me sombria, me zela, me contém, que há de fazer e
chegar a eternidade." K. Bloodyred.
Adquirir certeza?
"Adquirir uma certeza para depois realizar uma ação, ou realizar a ação para adquirir uma certeza?" (Kristen Bloodyred).
J.Head (II)
As
tuas tristes dores! Os meus repugnantes temores! As tuas lindas
lágrimas! As minhas lembranças semi-apagadas! Tudo faz parte de um
refluxo da mente, um ócio da haste da flor, e tudo vai-se-indo, até que
um dia percebo que perdi tudo aquilo que não usufrui da maneira que
realmente queria, mas apenas fiz-me como um jogo de luzes e sombras.
Kristen Bloodyred.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
A tua voz paciente
Por
que você não responde às minhas perguntas? Por que não responde aos
meus pensamentos? Eu sei que você ainda está aí, a navegar pelos postes
nas madrugadas escuras, nas névoas impuras, no mais sombrio esvanecer.
Eu só queria ouvir "Eu estou aqui", a tua voz paciente, calma e baixa me
tranquiliza, eu só precisava disso, Ed.
Eu ainda penso em você, eu ainda te amo, mas o que será de nós? Seres separados, os postes nos chamam, "eu preciso de você" ainda é o suficiente, ou só foi uma pequena loucura da janela? Me sombria, me zela, me contém, que há de fazer e chegar a eternidade.
Kristen Bloodyread.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Culpada e inocente (I)
E ah, se eu fizesse, eu quebraria todos os tabus, todos os complexos da vida, toda essa minha angústia e desprazer, esse tal destino ao qual eu mesma - a culpada, e inocente, ao mesmo tempo - preguei.
[Feeling]
Aonde está esse [feeling] que você tanto fala?
Diz que está em mim, mas aonde, aonde?
Eu não sinto nada,
ou melhor,
eu não quero sentir nada.
Eu não quero me expor
eu não quero supor
quem talvez eu seria
ou quem eu sou
Como vou descobrir o que sou e quem sou
se não deixo o [feeling] ser [feeling]?
deixar o sentir para ser sentido,
para ser experimentado,
vivido,
usufruído,
tocado,
temido.
Diz que está em mim, mas aonde, aonde?
Eu não sinto nada,
ou melhor,
eu não quero sentir nada.
Eu não quero me expor
eu não quero supor
quem talvez eu seria
ou quem eu sou
Como vou descobrir o que sou e quem sou
se não deixo o [feeling] ser [feeling]?
deixar o sentir para ser sentido,
para ser experimentado,
vivido,
usufruído,
tocado,
temido.
Noite na taverna (I)
Mas
que a razão machuca, isso é um fato, só não sei se é um fato ela estar
ausente quando a emoção se faz presente, é isso mesmo senhor Jonhannes?
Não, você esteve errado meu caro, o amor é uma reflexão da razão,
difícil momento viver ambas as coisas quando estamos destinados até a
morte neste corpo infectado de raízes de má vontade, de obssessão e
volúpia; só quando a morte chegar, meu caro, que terei plena consciência
e sentimento deste meu amor por outrem!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
O passado
O passado... O passado...
ele instiga o futuro...
positivamente...
O que foi ruim já passou,
mas há de voltar,
o futuro pode não repetir o passado
se eu agir depois de pensar
pois o pior já foi cometido.
O que há para ser devastado,
se não a minha sabedoria
herdada pelo passado?
Ah passado, você não há
de comer os meus sonhos
destruir meus afagos
afugentar meus soldados
nem cuspir nos meus machucados
mas vai chorar sozinho
sem companhia e sem agrado
sem doce e sem salgado
somente o teu mal gosto
e teu fardo.
ele instiga o futuro...
positivamente...
O que foi ruim já passou,
mas há de voltar,
o futuro pode não repetir o passado
se eu agir depois de pensar
pois o pior já foi cometido.
O que há para ser devastado,
se não a minha sabedoria
herdada pelo passado?
Ah passado, você não há
de comer os meus sonhos
destruir meus afagos
afugentar meus soldados
nem cuspir nos meus machucados
mas vai chorar sozinho
sem companhia e sem agrado
sem doce e sem salgado
somente o teu mal gosto
e teu fardo.
Kristen Bloodyred.
domingo, 25 de março de 2012
Toque em minha janela.
Ele bate à minha janela, querendo que eu o deixe entrar
Mas eu acho que não vou...
Meu coração foi tomado, não direi a ele novamente
Talvez escreverei a ele uma história e talvez adormecerei em seus braços.
Talvez acordarei sozinha e cairei desacordada outra vez.
E até que você me dê o fora corro ao redor desta cidade tentando encontrar
uma emoção que você não possa negar.
Eu não vou deixa-lo me tratar desse jeito.
E Mãe, eu te culpo por estar aqui tentando ser voce novamente,
por eu ter me tornado você, e por conhecer cada parte do jogo
E Pai, eu te amo, mas como você consegue assistir enquanto eu a afasto?
Eu não posso perdoá-lo por me criar desse jeito.
Talvez escreverei a eles uma história
E talvez adormecerei nos braços dele.
Talvez acordarei sozinha e cairei desacordada outra vez.
E até que você me dê o fora eu corro ao redor desta cidade
tentando encontrar uma emoção que você não possa negar
Eu não vou tê-los me tratar dessa maneira.
Então, bata em minha janela,
Talvez eu possa deixar você entrar,
Embora eu ache que não vou.
Meu coração foi tomado, não vou te dizer novamente.
Eu quero você, idiota.
O casal mais perfeito do mundo. (and strange) IV
- Você vem sempre aqui?
- Não, mas em você eu sempre venho.
- Não, mas em você eu sempre venho.
domingo, 11 de março de 2012
Último romance sentimental.
Só queria que você deitasse do meu lado, eu queria olhar-te naquela escuridão. Tua luz estava acesa, acesa para mim. Estávamos a sós, um quarto fechado, um pequeno espetáculo para nós dois. Quem dera se eu pudesse ver tudo aquilo de longe. Minha carne estava trêmula. Minhas mãos passavam por teus cabelos. Você me olhava com aquele olhar profundo, intrigante. A tua respiração. Eu sentia. As tuas mãos em mim. O teu suor subjugado ao meu corpo. Boca na boca. Sua boca na minha, com calma, sem pressa. Às vezes com algumas pressões. Meu coração te sentia, te tateava, queria ter você. Eu me afundava em você. Eu sentia meu ser atravessando a porta do teu. Eu queria ir mais fundo, mas eu não tinha pressa. Meu coração me puxava, me afogava, me inundava, querendo por você, por você. Eu deixava a onda me acertar, e levando o tempo embora. Suspiros. Beijos calmos. Aquecendo. O calor fruía nossos corpos. Movimentos com afago, com suspiros, sem remorso. Eu nada pensava, a não ser em você, amor. A música nos levava para um outro paradigma. Para outra dimensão. Para outra escuridão, que não a do meu quarto, ao qual eu sempre tive medo. Você é um paradoxo, cheio de tristeza e conversão. A nossa pequena dança. Ela nos embalava. Fazia nos amarmos. O céu atrás de nós, que não o víamos. A escuridão nos tomava em cheio. Um quarto fechado só para nós, não tínhamos pressa nem tempo. O tempo não existia. Foi o único momento em que não existiu. Não é um amor efêmero. Eu sinto que há algo mais. E esse algo é você; a tua existência, a tua preexistência em mim, o teu afago, o teu jeito, o teu gesto, as tuas lágrimas futuras, o teu rosto encoberto, de suor e medo. Acabamos cheios de energia. Não queríamos nunca parar. O teu beijo era contagiante, me puxava toda hora, sempre pedindo por mais. E eu não rejeitava tal desejo. Eu sempre queria, e sempre quero, o teu beijo, o teu eu, o tal de você, que diz ou que mostra, que fala ou que faz, que existe e que vive. Você. E tudo o mais que há nele.
Texto fictício inspirado por Bruna Siena.
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