"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto
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terça-feira, 6 de março de 2012

Rasberrie - I

A menina está pegando fogo
A menina está pegando fogo
É isso que ela realmente quer?
É isso que ela realmente quer?
Sim, é o que ela quer
e nada pode impedi-la
não sabe o que há naquele fogo
mas é o que ela quer
morrer, morrer, é a sua saída
o mundo não tem nada a lhe oferecer
somente aquele garoto que ela viu
e a protegeu de seus temores
ela quer pegar fogo com ele
ela quer pegar fogo com ele
quer descobrir a morte com ele
já que no mundo não tem mais o que viver

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

νὺξ II

Esta noite... és o meu paraíso. Sonhei contigo novamente, eu queria muito te beijar. Estavas tão distante, mas eu estava tão perto de ti corporalmente. Você não me vê como eu te vejo, pois não fazes ideia de meu sentimento. És tão obscuro para mim e para todos, um pouco tímido, mas vejo um tanto de clareza em ti. Sua pele é clara assim como o seu cabelo; teu tom beje; teus lábios quase transparentes, secos, ríspidos, pelo qual eu sinto uma imensa vontade de tocá-los. Tua face redonda, dos cabelos claros, pele macia e limpa. Quero as minhas mãos para te tocar do jeito mais divino possível. Mas não estás aqui, andas distante do mundo, quem dirá de mim. És a pureza em perfeita pessoa.

Sonho da madrugada do dia 5 de Agosto.


sexta-feira, 4 de março de 2011

Carne crua num prato branco.

Eu me encontrara num grupo de jovens que estavam afim de zoar por aí. Se não me engano, estávamos em 3 garotos e 3 garotas. 2 eram um casal, enquanto eu e o outro cara não éramos nada; male-mal conversávamos, mas dava pra sacar que ele era legal. Ele tinha um jeito meio nerd, seilá, era meio esquisito, mas ao mesmo tempo, era atraente. Porém, eu gostava de um outro garoto. Garoto mais ativo, mais bagunceiro, tinha um jeito meio normal e ao mesmo tempo não. Não sei se ele gostava de mim ou não, mas eu queria algo muito mais do que ele. O desejava de maneira corpórea, branquíssima, sem alma e ávida. Desejo insáciavel. Mesmo que tivesse tudo com ele, sua carcaça restaria, mas mesmo assim eu o quereria.
Eu, bem a verdade, não sei muito bem porque andava com aquele grupo de garotos e garotas. Sentia apenas que meu desejo, de certa forma, correspondia com o deles. Adolescente, eu não era tão ingênua assim. Resolveram sair, assim meio do nada, em busca de um motel. Ora, um motel? Nunca entrei em um, e nem sei se já pensara em entrar. Porra, que jeito eu ía, se ao menos não tinha um 'parceiro'? A questão era esquisita, porque, afinal de contas, eu era virgem. Com quem eu perderia a virgindade, apenas para acompanhar o resto? Ou até de meu próprio gosto... Os casaizinhos 16 pareciam ser velhos de estrada no sexo, então proporam ir ao motel sem pensar muito, pois já não deveria ser a primeira vez. Pra mim, foi um susto. Mas aceitei a proposta. Eu pensava em sexo, mas não sabia como fazê-lo. Desejava-o como uma carne crua num prato branco. Queria-o sem muita enrolação, sem muita cerimônia, pois a verdade é que eu queria descobrir melhor o mundo. Bem, se eu fosse ir para o motel, eu queria ir com o menino que eu gosto. Embora o nerdzinho talvez fosse bom. Uma espécie de corpo que me atiçava, me chamava, de modo mais calmo e não tão louco. O nerd era meio baixo, posição ossal atrativa, corpo médio. Decidimos ir, e eu esperava encontrar o tal meio-a-meio para poder convidá-lo, se é que ele queria. Bom, urubu não nega carne podre.
Andando em meio à rua, acho que estávamos indo em direção ao motel. Seilá, os dois casais poderiam entrar no quarto, e eu e o nerd nos decidiríamos por ali. Ele tinha uma certa afeição por mim, afeição até demais, embora fosse ocultada. Porém, percebi tal ocultação. Talvez pudesse rolar alguma coisa; mas depois, não sei. Ele era um pouco tímido às vezes; tinha receio de perguntar certas coisas mais íntimas, sempre estava perto, não falava muito. Mas só de seu corpo próximo ao meu eu sentia o quanto ele me queria;e eu, talvez, de maneira mais moderada.
Caminhando rumo ao pecado... meu encanto cor-de-leite surge em meio à penumbra, dizendo que sua mãe tinha feito umas coisinhas (doces, por sinal) e chamou a gente pra comer. Não sei se ele fez isso por querer ou não, digo, com a intenção de me atingir e me fazer ter queda. Afinal, doce pra mim é água. Pensei: agora é a chance de chamá-lo de canto e fazer a proposta, ou talvez até melhor: encostar-lhe minha boca seca, em troca de uma vida. Ou não. Bom, todos nós fomos então à sua casa comer os petiscos de sua mãe, que sempre fazia doce. Eu ia lá às vezes, às vezes até demais. Uma vez nos beijamos. Mais de uma vez, talvez. Ele tinha 16 anos.
Tinha uma galera na casa dele. Tinha uma grande piscina também, que parecia um rio. De repente, o meu grupo de pessoas começou a nadar na piscina gigantesca, e eu fiquei só olhando. Os casais que estavam comigo se beijavam lá dentro, a água balançando e o desejo rolando solto... O nerd não sei onde foi parar. O cor-de-leite andava ao redor, por lá... e eu pensava nele tão incisivamente, que não sabia o que dizer ao chegar perto dele. O que eu falaria?...
A piscina começou a produzir ondas. O pessoal só utilizava a metade da piscina. Comecei a pensar muitas coisas enquanto via eles nadarem. Senti vontade de entrar na piscina, e ficar do outro lado, onde estava vazia. Queria ficar lá pensando. Meu mundo caiu.
Karine, sentada nas mesas, me perguntou: Não vai entrar na piscina?
E eu: Não, meu mundo acabou.

Sonho da madrugada do dia 4 de março, 2011.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A monstruosidade de Sócrates

Sonho da madrugada do dia 18/06/2010.

Muitas coisas ocorriam ao meu redor. Eu estava num lugar bonito, com pessoas que gosto e tudo mais. Era um lugar que me lembrava Guarapuava. Um lugar cinza, chocante, e ao mesmo tempo lindo e sombrio. Não havia sol, mas havia luz. Acho que dentro de mim. Mas meu quarto era obscuro e meu coração, fechado. O que eu precisava para me libertar? ... essa era uma grande pergunta. Tudo era cinza, lindo, decadente. Assim como eu e minha vida. Eu precisava de algo para me pôr medo e me abrir os olhos, nem que fosse minha própria sombra ou um grande monstro de olhos vermelhos. Eu passeava pelo jardim enquanto via tudo morrer... mas e eu? morreria? e minha alma? creio que tenho uma grande missão nessa terra. Chegara a noite e eu precisava ir pra casa. Era hora de dormir. Depois de uma partida de tênis, fui me deitar naquele meu quarto escuro. Estava absolutamente escuro, menos a janela-porta em frente à minha cama que trazia uma luz em direção a mim. Era belo. Esse lugar era comparado ao meu quarto real. Eu, que em carne e osso, antes de dormir, imaginava grandes monstros ao redor da minha cama caminhando e procurando a missa essência... O mais notável era os seus grandes olhos vermelhos que se destacam em meio à escuridão. Era algo magnífico e ao mesmo tempo temível. A última coisa que eu queria ver era um monstro assim, eu morria de medo deles... Mas nesse belo dia presenciei o meu medo, e fugi dele. Deitei em minha grande cama, espaçosa e de casal, quis me entregar ao sono. Mas Sócrates e mais um belo moço* não me deixou. Sócrates era um dos horrendos monstros de olhos vermelhos que eu temia naquele momento. Ele veio até meu quarto, que pra mim me trouze temos, e me perturbou. Seu companheiro, alguém que na realidade conheço*, veio junto me dar de presente o medo e a certeza de que nada me salvaria daquele momento, seja lá o que fizessem comigo. Me apavorei e não tive coragem de olhar fixamente Sócrates. Ele era horrível, horrendo, escrúpulo e monstruoso. Não consegui o olhar por muito tempo, mas eu havia visto e sabia que era ele. Sócrates se aproximava de mim e de minha cama e me dizia sem parar e aumentando a velocidade, porém, o dizia com tranquilidade: "Me olhe... me olhe... me olhe". Sua face era horrivelmente temível e mostrava sua monstruosidade naquela figura. De verdade ele não era tão feio assim, muito menos monstruoso. O que dava medo era seu corpo sem forma apenas definido por seus grandes olhos vermelhos e sua não nítida barba grande.
Me escondi no cobertor, perturbada com as suas palavras. Eu não sabia se olhava pra ele, ou se eu me escondia mais e me fazia acordar desse terrível sonho. Que não é tão terrível assim. Quanto eu mais me afundava no cobertor, mais ele chegava perto de mim, dizendo para eu olhar pra ele. Pois eu quae olhei, pois sua forma de dizer era calma e ao mesmo tempo inquietante. Mas o medo foi maior, e me fez acabar o sonho por minha própria vontade.


* A pessoa pelo qual me referi é uma pessoa muito especial, que me apavorou neste sonho por sua característica morta e seu corpo tipo cadáver.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O pior dos demônios

Mais um dia... mais vários dias... e a vida vai passando. ótima frase para começar uma postagem.
mais uma vez um daqueles sonhos que me atormentam e me fazem ter um dia ruim... não sei o que acontece, mas esse tipo de coisa mexe muito com o meu espírito. fico desanimada, trato todo mundo mal e não sinto vontade de falar com ninguém. porém, o sonho não foi tão horrível assim. horrível é seu conteúdo. Esta vontade horrenda de ficar com alguém, de sufocá-lo, de amá-lo, talvez seja o motivo de tal sonho. Fico à mercê todos os dias da semana a uns pobres livros. Mas talvez não tão pobre assim. Meu espírito anseia por conhecimento, enquanto meu corpo sente falta de alguém. Preciso de atenção, preciso de atenção. Eu quero conversar com alguém. Mas não com desconhecidos, ou com pessoas que tenho que falar de outras coisas. Necessito de um confidente. Porém, o que eu teria a contar? Talvez alguns pensamentos, e esses sonhos escrúpulos que tenho de vez em quando.

I

Mais uma vez o anjo mau aparece... ou melhor, este anjo é um dos piores dos demônios, pelo qual me atrevi um dia a beijar, me descabelar e viver apenas para beber uma gota de sangue. tal demônio tirou-me a vida, me arrebentou, me humilhou, e me jogou aos escombros. e agora, o que sobrou? soterrados em um quarto, sem saber para onde ir, estamos perdidos entre as janelas e à ausência do sol. seu corpo rubro e sua mão negra congelaram ao me verem, até que eu tive que tomar alguma atitude. com o tipo de frase "dai-me um abraço?", você talvez ficara com dó de uma pobre garota e abraçou-me. no começo achei que não era pra valer, ou que fez isso por respeito. mas fui abraçando-te e percebi que você fazia também por desejo; aquilo foi esquentando feito uma fogueira. abracei teu ser mais forte que podia, pensando no nosso suposto passado, porém sem intenções. você, mais quente que eu aparentemente, também começa a reagir com apertos e sufocações, com muita ansiedade talvez. nossos rostos se aproximaram graças a não ter onde pôr, e enfim nos beijamos. o pior mal de todas as épocas? havia uma cama atrás de nossos corpos, pelo qual nos atiramos ali rapidamente para reviver os tempos passados. agimos feito lobos em busca de sua caça; parecia a primeira vez que desejamos um amor que fizemos a tempos. com tanta angústia e conflituosidade, beijamo-nos cada vez mais, sem parar, sem parar. eu sentia alguma coisa doer... é claro, eu estava traindo alguém. continuamos na perdição, tempo que eu não quero jamais voltar. e tento fugir todos os dias da empeiria enganadora do amor. embora eu ame alguém. [nem todos os amores realmente o são...]
Eu não gostaria de dizer mais nada.

Sonho da madrugada do dia 7 de out. 2010, Marriane.