"Não queiras que as coisas que acontecem aconteçam como desejais; mas desejai que as coisas que acontecem sejam como são, e a vida vos fluirá tranquilamente." Epicteto

quinta-feira, 8 de julho de 2010

confusão de uma mente quase perdida...

Eu não sei. Parece que retorno ao mesmo lugar. "Não nos iludimos com momentos". Então o que estou querendo fazer? Tire-me essa sensação de alívio artificial... não quero me entregar a este dito cujo. Só quero estar bem. O Rei do sol é frio... preciso me controlar e tirar esses "demônios" da minha cabeça, não quero ter novos espíritos como companhia. QUEM é você, que é tão frio? Eu estava tão bem e de repente coisas cruéis tocam minha cabeça... Só peço que pare. pare. Quero conhecer o intocável, e não o que posso tocar com as minhas mãos com maior facilidade... Quero o que não existe. Desejo um anjo, que talvez seja anjo demais para mim. "Ele pode muito bem estar se disfarçando de anjo, quando na verdade é um demônio." Como ei de descobrir, se pareces com perfeita pureza? Eu não quero errar e cometer um dos piores erros... me guie enquanto você for bom, que fecharei os meus olhos enquanto você for o que parece ser... Me faça enxergar quem tu és... Mas não me dane do seu lindo brilho... Amém.

A vida me diz sim, pela primeira vez.

A vida me diz sim, pela primeira vez.

E eu não posso negá-la....
e muito menos quero.
Ela me aceitou; me ofereceu um
abrigo; onde muitas vezes a felicidade vai
me visitar para fazer uso do mesmo
fogo;
A felicidade me quer e eu a amo;
Como pode existir união maior?
Agora tenho uma caverna, mas que
talvez nem esse nome receberia pela sua
relação com obscuridade, trevas ou soli
dão. Digo caverna por não ser acessí
vel a todos, [...]
pois "ser feliz não é tão
comum". Uma caverna, onde sou "livre", pos
so fazer o que quiser - sabendo porque vou
fazer isso -, inclusive amar. Nela po
derei amar e ser amada intensamente.

Escrito 12/04/10

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tarefa de casa: ler o passado.

É, às vezes acontece. De repente, me lembrei de coisas boas, e me deu vontade de ler o que já vivi e sofri antigamente. Quem diria que um dia eu cresceria e superaria certas fases.... e quem diria que a cada dia que passa, e a cada ano que passa, coisas boas e novas chegam. Por enquanto estou vivendo uma ótima fase. Mas já vivi fases horríveis...era hora de algo bom, né?
Fiquei meio chocada com certas coisas que escrevi. Eu não sabia que tinha escrito coisas tão fortes... coisas censuradas, venenosas, viciosas, pecadoras. Tinha de tudo. Eu não sabia o quanto eu tinha hormônios no meu corpo... Hoje estou numa época muito sussa. Coisas muito fortes vivi... nossa eu realmente era muito sensível e me odiava. Ou melhor dizendo, odiava tudo, e amava tudo... como o materialismo histórico. Eu era muito pequenina, e sentia muita coisa... nem consigo acreditar. Parece que minha pele se tornou mais dura e seca, apesar que hoje eu choro por qualquer banana. Adoro bananas =). Vendo malhação eu choro, ai que lindo. Mas voltando... muitos textos escrevi que se eu postasse aqui muita gente me odiaria, pensaria que eu fosse maluca, doida ou até pervertida. Bom, na época eu era, ou seilá, sempre fui. Mas é daquele jeito karoldiana. Não é em excesso; eu gostava muito do verde, da terra, dos quartos, dos lençóis, do céu e da lua, e relacionava tudo isso com uma metáfora sexual. Eu não sei o que eu tinha na mente, mas uma coisa é certa: escrever isso me trazia satisfação pessoal ou sexual. Eu não queria agir de tal forma; apenas sentir escrevendo o que meus versos aspiravam. Eu não era uma pessoa besterenta, e nem ficava desejando essas coisas. O que eu queria era poder escrever e sentir o que eu escrevia... mesmo que fossem textos de censura. Afinal, no meu caderninho de confissões ninguém, ou melhor dizendo, quase ninguém sabia o que estava escrito. Já leram um texto meu que falava sobre Prostituta, eu mesma me qualificando e falando das coisas que eu desejava. Era um texto altamente reflexivo, porém falava de coisas que ninguém teria coragem de falar. E eu axo que me expressei muito bem em relação ao que eu queria dizer... Quem sabe um dia eu não posto aqui, mesmo sabendo que levaria uns tapas depois. Ah, tem outro texto que me descreve quando eu vivia em Guarapuava. Cara, é tão bom lembrar de quem eu era, apesar de eu ser uma menina ingênua (ainda sou) e que só fazia os outros sofrerem. Foi tão bom lembrar de minhas antigas escrituras; consegui me sentir mais esperta e vivida. Mais madura, mais forte, mais inteligente, talvez. Porém, naquela época eu era mais pensativa. Mais solitária. Sofria mais, mas não pela solidão, mas por causa de meus próprios pensamentos, que me atormentavam e me faziam muito fechada e sofredora. É difícil explicar. Sou alguém mais aberta, hoje. Consigo ser mais livre ao falar com as pessoas... Sem minha história, sem tudo isso que eu passei - que na maioria foram coisas ruins - eu não seria quem sou hoje. Gosto de ser quem sou. Porém, eu gosto também de quem eu seria caso eu ainda morasse em Guarapuava. Eu sei quem eu seria. Mas eu não tocaria violoncello, nem namoraria aos 13 anos, e nem beijaria pela primeira vez aos 12; eu perderia a virgindade aos 18 e me formaria, faria matemática ou fonoaudiologia, seria uma boa goleira de futsal e com certeza viveria coisas muito parecidas com o que vivi na vida amorosa.

Quando começar o frio dentro de nós...
Tudo em volta parece tão quieto....
Tudo em volta não parece perto.
Toda volta parece o mais certo
Certo é estar perto sem estar...
Perto de você, sou tão perto de você, sou tão perto de você...

Quando o tempo não passar, dentro de nós...
Cada hora é como uma semana...
Cada novo alô é mais bacana...
Cada carta que eu nunca recebo...
É sempre um motivo pra lembrar
Sou tão perto de você (3x)

Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe...

Quando alguém se machuca, dentro de nós
Toda culpa parece resposta
Nossa busca não parece nossa
Nosso dia já não tem mais festa
Não tem pressa nem onde chegar
Sou tão perto de você

Quando a paz se anunciar, dentro de nós
É porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado pra moeda
Que não paga as coisas do meu peito
O preço é me fazer acreditar
Sou tão perto de você

Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe

Quando a música acabar, dentro de nós...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Antes do fim...



Um pouco de música na minha vida, e em todas em que se considere 'vida'...
Talvez a letra dessa música não tenha sentido algum hoje, mas sinto que algum dia ela poderá ter
Por enquanto não tenho nenhuma interpretação definitiva certa dessa música, mas ela é linda... e esse clip é muito bom.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Meu próprio inimigo: eu mesma.

Eu já não postava aqui faz um tempinho. Bom, tem-me ocorrido outras atividades e tal, e tô só tendo tempo de escrever fichamentos, resumos, análises, trabalhos do curso... enfim, tá massa mas tô parada em textos de minha autoria, poemas, contos, crônicas, pensamentos, etc. Ando escrevendo algumas baboseiras - ironia - no meu caderno de aula, para tentar distrair a minha alma das tentações humanas. Tento sair da confusão que entro (ou melhor, ela que entra em mim). Algumas coisas escritas com raiva, outras procurando paz, algumas com mágoas, enfim, nada de tão escrúpulo. Mas, na verdade, ainda sou alguém que sente. Que sente menos dor, pra falar bem a verdade. Afinal, tem um textinho sobre isso que eu gostaria de expor aqui (sei que só o Davi lê né? hehe. de repente um flanders também. :^] ). Bom, antes de postar esse texto, quero expor outro que antecede este, em relação ao conteúdo... talvez a gramática do "mim" esteja errado, mas vou deixar desse jeito mesmo.
Ah, e esse texto foi escrito em Apucarana, lá por novembro/2009, no dia em que Murta pôs-se a morrer "por causa de um garoto idiota". pg desconhecida. Ah, e também esse poema foi inspirado um pouco numa música do Dance of Days que agora não me recordo o nome. Valeu!

Eu, Inimigo de Mim Mesmo

Cresça.
Insiste em ficar parado...
Oh.

Eu, Inimigo de Mim Mesmo
Salva-me deste corpo que te faz
de abrigo
Eu, Inimigo de mim mesmo
ou devorador de pecados...
Salva-me do ser pelo qual
repartimos
Como há de me ajudar,
se és meu Inimigo?
Mas há de me ajudar
Porque vivemos juntos na mesma alma
E nem mesmo a falta de
Contribuição quanto a nós dois
não irá deter a sua sina...
Ajude-me pois assim
você também viverá.


Esse poema é aberto a todas as interpretações possíveis. Mas, para ser mais específica, eu quis dizer nele sobre um ser que está dentro de mim, como se fosse um "eu" secundário. É um outro ser que age, mas do lado oposto: o lado que me quer mal (por isso chamo "inimigo"). Ele é a parte de meu ser que traz dor e angústia. Se ele me ajudar a sair da situação de puro sofrimento, ele provavelmente morrerá. Mas se não ajudar, também morrerá (sina). Ele é meu inimigo, mas quer ficar junto a mim. Trazer-me dor é a sua sobrevivência maior do que não trazer-me. A sua sina é morrer; mas antes, é ficar junto do seu eu principal, que sou Eu. Escrevi isso quando eu estava numa situação horrível; me sentia repartida em duas e não sabia qual é que atuava na realidade. Aí senti-me como que escrevendo o que a minha alma (a parte que me quer bem) se sentia.
Beleza, por hoje é só.
=)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O rapaz do chapéu preto

O rapaz do chapéu preto
Pois eu sempre vou ter algo bonito a dizer...

Eu te amo, eu te amo, eu te amo, rei das marés salgadas
que cobrem o meu olhar
e me fazem refletir, dentro de mim,
assim...
Ó rapaz das cruzes vermelhas
do chapéu preto e da rapariga cinzenta
me faz amar como um pilão
com flor amarela
como se diz o céu azul...
Oh homem das cinzas,
dos grilhões da caverna
da escuridão das amebas
me faz amar o teus tímpanos
e me faz navegar sobre teu peito
como se fosse em nuvens de chuva...
Ame-me como se eu fosse
a mais bela flor do jardim
menos a rosa mais vermelha (que é venenosa)
e então me faça como o próprio jardim
gigante e cheio de graça...
Quero escorrer aos escombros
com você
mas não quero morrer no poço
em que nada se vê
eu quero subir as escadas do céu
e dizer sim à mim
a teu chapéu e teu paletó
e a ti...
me ame e não me despreze
pois eu posso te fazer melhor
me ame e me conserve
como uma pílula de concepção
me entregue mas não me deixe
à mercê da mais pura dor...
Apenas me aceite
assim como sou
pois nem as paredes de meu quarto
se acostumaram com tamanha
estranheza
feiura
e erro
em uma pessa só.
Eu quero ser alguém
assim como você
que me faça entender
o que é ser e o que é ter
o que é deixar e o que é desprezar
o que ser quer ter
o que se quer amar
e o que é amar...
me diga, rapaz da escuridão
que camiseta vai vestir hoje
e que filme vai assistir
porque quero estar aí
para tirá-la e pendurá-la
nas nuvens
e me jogar ao sofá da sala
junto a um monstro estranho
que é lindo por natureza... *

* Talvez tudo isso não tenha sentido, mas foi o que escrevi durante um belo dia, em que nada poderia me atormentar... Afinal, quem será o tal "rapaz do chapéu preto", no qual se viu existir em meus tontos versos?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Devorador de Pecados

Ah, se eu pudesse mudar o que me aconteceu. Tantas angúsitas, sofrimentos, decepções, que mesmo pouco ainda estão gravados em meu peito. Mas eu construi esse passado: duvidara eu que isso fosse possível. Sempre achei que tal modo de conduzir os meus pés me levariam à desgraça, mas eu, como sempre, duvidava desse sofrimento. Continuei pisando em pedras para saber onde eu iria chegar... e eu pensava o quão mal lugar eu iria parar. E realmente parei. A dúvida se tornou amor (coisa do Teatro Mágico, que é um pouco verdade*), e ódio. Se tornou prazer, e dor (coisas de Queen of Pain). Mas como eu descrevi em um texto pessoal...parece que essa seria realmente a minha história - quem sabe eu não poste um dia ele aqui; quem visse me daria uns pontapés na bunda dizendo: "credo karol!". E se não a fosse, eu não amaria meu pai. Incrível como alguém que já morreu pode viver tanto em mim. Não quero pôr a culpa em ninguém, pois neste caso não existe culpa. Meu pai me guiou a seguir este maldito caminho, que também é maravilhoso: se tudo que passei não tivesse acontecido, eu não seria ninguém. Eu não saberia viver. Pois depois que você meteu a cara no que seu coração pediu - sem auxílio das mãos da razão, apenas da emoção - você acha a maneira certa de viver as coisas. Agora que passei pelo apse da vida, que é signo e consequência da verdadeira reconstrução do ser, eu sei melhor o que é viver. Mas algumas desgraças não te conduzirão inteiramente ao que é "saber viver". Cada vez que você sofre e depois de um tempo você aprende com isso, você renasce cada vez mais, e cada vez seu espírito se aperfeiçoa e cultiva da razão. Se tornamos novos. Se eu pudesse mudar minha história, eu não seria quem eu sou hoje. Segui, atráves de morto, o meu pai. Ele me guiou para este trajeto. E por mais que eu não tenha percebido, ele esteve comigo, me observando. Quando eu sentia-me mal, no sentido de estar-me desviando de meu "destino", eu recuava. Recuava pois eu ouvia e sentia meu pai gritar. Eu sentia suas mãos tocando minha cabeça, me dizendo "não faça isto". Como sei que era realmente ele? Isso é fácil explicar e provar para eu mesma. O difícil é demonstrar para outrem, que não está dentro de mim. Sentia sua aura sobre minha cabeça; sentia o seu cilma; o seu aspecto leonino de ser; a sua maneira de ser pai; o seu modo de querer-me bem. Amei-o sem saber, e agora o amo sem o olhar. Ppis tê-lo comigo, eu o tenho. Ele ainda continua a me guiar, e a me prover de mil pecados. Pois se não me ofereceste de dúvida, dor ee, do propriamente pecado, quem eu seria? Uma criança de 18 anos. Pois eu nada saberia da vida, em função de não sentir apgo às curiosidades... Ser curioso é descobrir-se. Ser curioso é ser pecados. E a função do pecado não é fazê-lo e pensar logo após que é errado fazê-lo; mas sim FAZÊ-LO movido pela DÚVIDA, e após um tempo do ato, refletir sobre o quanto ele foi precioso para sua vida. Pois sem ele, sua história seria completamente diferente... Pois sem ele, você não aprenderia a viver. Esta é sua função. E quanto ao perdão? É uma história muito à parte, que está também relacionada com o pecado... O pecado é necessário mesmo após o arrependimento da pessoa que o cometeu. Minha dor, que o pecado me trouxe, parece ada vez mais artificial. Não sei explicar bem o porquê, apesar que em meus sonhos sua explicação é tão nítida... É como se fosse uma dor apenas comandada pelo costume de senti-la. Cada vez mais a dor se apaga, e volta, enfraquece, e fortalece... porque estamos impregnados neste corpo que age pelo inconsciente e subconsciente. E os meus estão esquecendo essa dor e sofrimento restantes do passado... É um alívio para mim. Pois querer algo às vezes não é o suficiente. Depende do tempo. Se minha dor está se apagando, e eu estou me transformando, o pecado também foi transformado. Algo que é ruim se torna bom. Existe, talvez, um Devorador de Pecados? Serás meu pai, ou um monstro? Será alguém desta terra ou acima dela? Isso eu ainda não sei. Mas sinto que ei de saber, pois tal ser se mostrará em minha frente e me levará para o mais bonito lugar dessas vidas...